O tempo passa devagar nas coisas simples
na chávena morna esquecida na mesa
na luz da manhã que entra pela janela
como quem pede licença para ficar
Há dias que cabem num suspiro
outros que pesam como tardes de inverno
e no entanto a vida acontece
nos gestos pequenos que quase não vemos
perde se tanto pelo caminho
nomes rostos promessas ditas ao vento
mas fica sempre qualquer coisa
um riso guardado na memória
um perfume antigo numa rua qualquer
sonhar é isto talvez
acreditar que cada instante breve
é uma espécie de eternidade escondida
e assim seguimos
entre o que foi e o que ainda não chegou
aprendendo devagar
a alegria simples de estar vivo
***
2026-03-14 - Entre Instantes - Fragmentos
nn(in)metamorphosis

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