15/08/2014
Caminho das letras
Por mais árduos os passos, por mais dolorosos os dias, o caminho apalavrado dos monólogos continua a ser um bálsamo, um aconchego de sol e de luz, um abraço apertadinho
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2014.08.15
nn(in)matemorphosis
22/07/2014
Quando a juventude não é reduzida a "idade"
Sou uma mulher madura.
Velha! Dirão uns.
Nova! Afirmo eu.
Tanto, que um dos meus maiores receios, é acabar, a ser…
Uma velha ridícula?
Nada disso!
Tenho senso comum.
Mas como ia dizendo, antes do teu pensamento (maléfico) me ter interrompido, o meu receio, reside apenas no facto, de não saber, de muitos como eu, e assim, daqui a muitos anos, acabar a dançar sozinha, uma chatice.
Meninas maduras e meninos também, a juventude não reside apenas num corpo, liso, rijo, onde a gravidade (ainda) não colocou a mão.
A juventude, é um estado d’ alma, não um estado de corpo, e vive, sem dúvida, na mente.
Então, resumindo, juventude é: Corpo são, em mente sã, e senso critico qb.
E… Agora topem
Clica aí
16/07/2014
Olha!
vem comigo fotografar as partículas de tempo que moram entre os risos, vem comigo visitar memórias e dizer muitas parvoices, vem comigo deitar na relva e contar as estrelas... Olha! Vem comigo fazer tudo, pode ser?
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2014.07.16
nn(in)metamorphosis
15/06/2014
Da lazeira
Depois de um dia quente, em que nada bulia, nem eu, uma
noite quente, que convida a fazer 100m sofá, ou um estatelar-se na cadeira da
varanda. Se o primeiro, tem como prémio, uma passagem pelas brasas, a segunda
permite, a esta hora, um tempinho de introspecção, ou tão só, cerrar os olhos e
ver com os ouvidos. Foi o que fiz, e em segundos, já ouvia o cantar das
cigarras. Onde moro, ainda se ouvem algumas, que incapazes de resistir ao
betão, se mudaram de armas e bagagens para os jardins das vivendas. Elas e os
primos, os grilos, nestas noites quentes, aproveitam para socializar, e gente
como eu, tem um concerto afinadíssimo e ao vivo. Como é bom ouvir e sentir tudo
isto, o calor, o sossego, a natureza, esta sensação de férias, e a certeza, de
que é preciso tão pouco, para termos momentos de felicidade completa.
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2014-06-15
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis
10/06/2014
Do olhar...
Gosto da
linguagem falada, mas a linguagem dos olhos... É um mundo à parte.
Nela, não há
erros de redacção, de gramática, ou de ortografia. Na linguagem dos olhos, são impossíveis
erros de interpretação, cada olhar é uma frase perfeita, transparente, directa
à alma, ao corpo, ao coração - sem nenhuma contradição.
Gosto da linguagem dos olhos... E com certeza, não foi
ainda inventada uma ponte mais perfeita...
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2014.06.09
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis
09/06/2014
Do tempo...
Tempinho irritante, este. Um dia morno, nublado, chuviscado,
com um sol envergonhado que espreita, quando pode, e o vento que me despenteia
o cabelo e a paciência.
Está bem, é verdade: Gosto de chuvas de Verão, mesmo tendo
pavor das trovoadas. Gosto do cheiro a terra molhada, mesmo tremendo, com a imagem
dos rios de lama, que podem levar todos os sonhos por sonhar. Gosto de musicais
antigos, onde o galã diz, a cantar à chuva, que é feliz, mesmo que a acção
esteja completamente à margem da realidade mas… o que eu gosto, gosto mesmo, é
de um sol amarelo, brilhante, num céu azul, iluminando um mar chão. E gosto, tanto,
quando o meu sorriso tropeça num outro sorriso, que sorri para mim, assim do
nada, só porque sim.
2014.06.09
nn(in)metamorphosis
06/06/2014
Quando a luz faz doer
Nos dias em que a luz faz doer
Parto as lâmpadas, com a vara de abrir as janelas altas
Deito fora, velas, lamparinas, candeeiro a petróleo e os próprios fósforos
Dissolvo-me na escuridão
E só me denunciam
Os passos, indecisos, inseguros, aos tropeços
Os braços, que se projectam e afastam o nada, esse medo maior
As narinas, que se dilatam provando o ar
As pupilas, que mordem o escuro
Aninho-me, no abraço do negro breu
Parto as lâmpadas, com a vara de abrir as janelas altas
Deito fora, velas, lamparinas, candeeiro a petróleo e os próprios fósforos
Dissolvo-me na escuridão
E só me denunciam
Os passos, indecisos, inseguros, aos tropeços
Os braços, que se projectam e afastam o nada, esse medo maior
As narinas, que se dilatam provando o ar
As pupilas, que mordem o escuro
Aninho-me, no abraço do negro breu
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2014.06.06 nn(in)metamorphosis
05/06/2014
Amargos de boca
Entro, dirijo-me ao balcão e peço: 2 Bombons por favor
O empregado, já idoso, levanta os olhos do tabuleiro em que
dispunha fileirinhas de pequenos doces, de chocolate branco, com precisão de
mestre e pergunta-me num tom de cuidado:
- Está com falta de açúcar no sangue?
Não! Respondo no mesmo tom
Estou com falta de açúcar na voz
Estou com falta de açúcar na voz
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2014.06.05
nn(in)metanorphosis
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