É no som do
silêncio, que me encontro e reencontro, me vejo e revejo no que sou e no quero
ser, que me perco em delícias sonhadas, me detenho e espero….
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2013.02.28
nn(in) metamorphosis Na
profunda calma da noite... na quietude imensa do tempo... uma só palavra rasga
a madrugada, prendo-a... se a liberto incendeia pastagens, dá sinal de que
estou viva enquanto meu sangue suba e desça no meu louco fôlego.
***
Olha… não me olhes desse modo
como se me soubesses de cor
não tentes ler
o que escondo
és oxigénio em descontrolo
eu faísca no fundo
há em ti coisa
de quimera
como se viesses de outra estação
e isso
encosta-se à espera
e mexe-me com a razão
não me olhes
assim… se te olho
fica tudo por acontecer
entre o que
recua e o arrojo
sem saber como dizer
num silêncio
que não tem nome
nem diz aquilo que consome
fica o resto por nascer