Oferecidos hoje, nada de aditivos, nada de corantes nem
outros venenos potenciadores de nem sei o quê. Amanhã, hei-de roubar umas horas
à vida, para me espreguiçar, perninhas cor da pescada do cabo a corar, e eu a mordiscar
morangos.
por vezes, me assalta a tranquilidade. Um medo que me reduz
à insignificância do que sou, neste mundo. O medo de parar de pensar. Tão só,
porque sei, não deixarei de sentir.