Vivo
Entre o ser e não o ser
Entre a luz que brilha - e a alma que resvala para lugares
umbrosos
Entre a paz do riso infantil - e o ardor beligerante
Entre o manso do lago - e a tormenta do mar
Entre o carinho amoroso - e a palavra de fel, veneno
Vivo
Nas pontas da linha, não sou do meio, nem estática, nem
morna
Um dia escuro, uma chuva fria
revela o ser estranho
que não ri, não fala, não abraça
que se afasta
por companhia, a música, os livros,
a si mesma
o este não ser
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2019-08-07
nn(in)metamorphosis