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02/11/2016

Das crónicas ou rezas de peregrino






Não tenho tido tempo para escrever… na verdade, não me tem apetecido escrever… talvez se tenham finado as palavras, ou me tenha cansado de derramar a voz ora muda ora estridente conforme o estado de céu ou inferno em que me encontre...

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2016-11-03
nn(in)metamorphosis 

23/10/2016

Sonhei


Ontem quando me deitei
ah, se viesses ter comigo
seria bom ficar contigo
Pensei
Adormeci e acreditei
que chegarias devagar
com um beijo para me dar
 Amei
De repente nem sei
no meu corpo vazio
um estranho arrepio
Acordei
 Em vão procurei
a cama estava fria
lá fora chovia
 sonhei

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2006-01-13
nn(in)metamorphosis

14/10/2016

A razão tem razões que a própria razão desconhece?


  Trouxe daqui

14.10.16


Bob Dylan


Em 1953, o prémio Nobel da literatura foi atribuído a um candidato que demonstrou a sua mestria na descrição biográfica e história, assim como pela sua brilhante oratória na sua defesa exaltada dos direitos humanos. O candidato era Churchill, e o ano de 1953 foi o que viu a subida de Einsenhower à presidência dos Estados Unidos, o primeiro presidente republicano depois de vários mandatos de democratas, que viu a morte de Estaline, que viu a escalada da guerra fria, que viu o fim do equilíbrio precário conseguido com o fim da segunda guerra mundial, que viu o provável embrião da terceira. A escolha de Churchill foi a tomada de posição da Academia Sueca, a única que um grupo de letrados sentadas numa sala da Suécia, com um prémio para atribuir, podia tomar, face a um mundo que estava a, a mudar.

Este não é um texto sobre Bob Dylan, tal como o Nobel da Literatura deste ano também não o é, na verdade.

13/10/2016

Ainda o Nobel - Literatura 2016



Já li carradas de opiniões, a maioria contra. Até eu, vejam só a ousadia, deixei a minha, aí pela blogosfera. 
Cheguei a esta, que me pareceu...  Bom, decidam, cada um de vós que a lerdes




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2016-10-13
nn(in)metamorphosis


11/10/2016

"Coisas" a que me recuso chamar de - homens



Eu não concordo que se corte a macieira por ter uma maça podre. Todavia, com as notícias que nos vão chegando,  tenho que aceitar que, entre os profissionais taxistas, haja muita fruta podre. 
Hoje, fiquei perplexa, quando ouvi um taxista, inflamado e cheio de certeza, afirmar que: "as leis são como as meninas virgens, são para violar".

Eu ouvi bem? 
Ele disse aquilo mesmo? 
Pois não é que disse mesmo!

Soube, também, que o (ia dizer senhor, mas isso ele não é) taxista em questão de seu nome Jorge Máximo, já é herdeiro e biseiro na forma, desordeira, violenta e sexista, com que  se expressa.


Não para bem dele, mas das mulheres que possam existir na sua casa, espero que um dos seus colegas de profissão, ou uma outra aberração qualquer, não pense da mesma maneira que este energúmeno, que parece esquecer-se (se é que tem inteligência para se lembrar) que as "meninas virgens" são as suas filhas, irmãs, sobrinhas, netas, amigas, tias, primas etc etc.

É claro, que há destas aberrações em qualquer profissão e status mas, hoje falamos da luta dos taxistas contra a Uber, e de tanta fruta podre que, acaba a levar o publico, a ceifar a eito, o que não deixa de ser uma pena.



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2016-10-11
nn(in)metamorphosis

10/10/2016

Gosto de mim...



... do que tenho para dar  e do que mereço receber


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2016-10-10 
nn(in)metamorphosis

 

09/10/2016

Inquietude


Será que sabes
 meu amor de devoção
 que o sol é timidez perante a tua figura
e a Lua na penumbra é lisura
no céu em que me fiz coração?


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2016-10-09
nn(in)metamorphosis 

07/10/2016

Sabes...



Desfazem-se-me os lábios em água, quando te penso.


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2016-09-07
nn(in)metamorphosis 


26/09/2016

Das (des)mudanças



Acordei cedo. Cedo e contemplativa. Olhando o tecto branco, qual ecrã de cinema, ia vendo passar cenas e mais cenas, umas em câmara lenta, outras a uma velocidade que mal se distinguiam. Mais um ano se passou e tudo mudou sem que nada mudasse: Um dia acaba e outro começa; o Verão finda e o Outono chega; a alegria hiberna, a esperança passa e, até a falta que se faz, o tempo cura.
E tudo muda sem nada mudar, e nunca isso foi tão óbvio como hoje.


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2016-09-26
nn(in)metamorphosis 


24/09/2016

Guardo um rio em mim


É no rio que em mim corre, que me percorro em tons de azul e fogo -
cor das minhas invictas raízes e do céu que nunca morre - cor do pôr do sol na savana e das terras do semba. E minha alma feliz, pintou no meu corpo,um imenso campo de flores de todas as cores e de todos os perfumes



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24-09-2016
nn(in)metamorphosis 

22/09/2016

Outono



Inicia-se hoje, 22 de Setembro, exactamente às 15h21.

O equinócio de Outono de 2016 



ODE AO OUTONO

1

Estação de neblinas, doce e fecunda!
Companheira íntima do sol, com ele vais,
Quando ele abençoa e inunda
De frutos as videiras junto dos beirais;
Pra vergar de maçãs a musgosa macieira
E a fruta por inteiro tornar madura
Pra inchar as cabaças, prà avelã ficar gorda
Com uma doce amêndoa; há flores com fartura
Pra que a abelha as tenha sempre que queira
E pense haver dias quentes a vida inteira,
Pois o verão seus favos pegajosos transborda .

2

Quem não te viu já de fartura rodeada?
Às vezes, quem te procura sob outros céus,
No chão dum celeiro encontra-te descuidada,
O vento da limpeza ergue-te os cabelos.
Ou num rego meio-ceifado, em fundo torpor,
Tonta do perfume das papoulas, parada
A foice, junto da ceara a ceifar te demoras;
Às vezes, tens direita, qual rebuscador1,
A pesada cabeça, ao passar a ribeira;
Ou, junto de a prensa, observas tranquila
A cidra a gotejar no fluir das horas.

3

Que é das canções da Primavera? Onde hão-de estar?
Esquece-as, tua música também tem valor –
Nuvens orlam o dia morrendo devagar
Tingem os restolhos de sua rósea cor;
De os mosquitos a dorida serrazina,
Crescente, entre os salgueiros do rio se ouvia,
Diminuindo, se o vento fica mais brando;
Os cordeiros balem na próxima colina;
Cantam grilos, alto, mas cheios de harmonia,
Num quintal, pisco vermelho assobia,
E as andorinhas chilreiam nos céus em bando.

John Keats (1795-1821)

16/09/2016

Era uma vez...



Desafio-vos a verem este vídeo, e contarem a história do que viram.



Era uma vez...


07/09/2016

Da saudade



A mais bonita explicação para a saudade, que já ouvi ou li, e por isso mesmo, trago para aqui, mesmo sem autorização do dono. É que, não vá o diabo tecê-las e ele, o dono, xilre , se afastar da blogosfera, e eu, e vós, deixarmos de a poder ler.

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 Explicação plausível 

Sabes, queria dizer-te da minha mais recente descoberta, de uma explicação plausível que procurava e que encontrei, ou penso que encontrei, por fim. O efeito da saudade é como, deixa-me arranjar uma imagem para melhor ilustrar, uma desidratação da alma. Sem fluído que a aglutine, esboroa-se, pulveriza-se, a brisa arrasta-a, numa inexorável erosão. Hoje, quem estivesse atento, ao final da tarde, veria o pó da minha alma a brilhar, efémero e cintilante como uma chuva de fagulhas, a contraluz do sol.