Menu Suspenso

22/09/2016

Outono



Inicia-se hoje, 22 de Setembro, exactamente às 15h21.

O equinócio de Outono de 2016 



ODE AO OUTONO

1

Estação de neblinas, doce e fecunda!
Companheira íntima do sol, com ele vais,
Quando ele abençoa e inunda
De frutos as videiras junto dos beirais;
Pra vergar de maçãs a musgosa macieira
E a fruta por inteiro tornar madura
Pra inchar as cabaças, prà avelã ficar gorda
Com uma doce amêndoa; há flores com fartura
Pra que a abelha as tenha sempre que queira
E pense haver dias quentes a vida inteira,
Pois o verão seus favos pegajosos transborda .

2

Quem não te viu já de fartura rodeada?
Às vezes, quem te procura sob outros céus,
No chão dum celeiro encontra-te descuidada,
O vento da limpeza ergue-te os cabelos.
Ou num rego meio-ceifado, em fundo torpor,
Tonta do perfume das papoulas, parada
A foice, junto da ceara a ceifar te demoras;
Às vezes, tens direita, qual rebuscador1,
A pesada cabeça, ao passar a ribeira;
Ou, junto de a prensa, observas tranquila
A cidra a gotejar no fluir das horas.

3

Que é das canções da Primavera? Onde hão-de estar?
Esquece-as, tua música também tem valor –
Nuvens orlam o dia morrendo devagar
Tingem os restolhos de sua rósea cor;
De os mosquitos a dorida serrazina,
Crescente, entre os salgueiros do rio se ouvia,
Diminuindo, se o vento fica mais brando;
Os cordeiros balem na próxima colina;
Cantam grilos, alto, mas cheios de harmonia,
Num quintal, pisco vermelho assobia,
E as andorinhas chilreiam nos céus em bando.

John Keats (1795-1821)

16/09/2016

Era uma vez...



Desafio-vos a verem este vídeo, e contarem a história do que viram.



Era uma vez...


07/09/2016

Da saudade



A mais bonita explicação para a saudade, que já ouvi ou li, e por isso mesmo, trago para aqui, mesmo sem autorização do dono. É que, não vá o diabo tecê-las e ele, o dono, xilre , se afastar da blogosfera, e eu, e vós, deixarmos de a poder ler.

 *****

 Explicação plausível 

Sabes, queria dizer-te da minha mais recente descoberta, de uma explicação plausível que procurava e que encontrei, ou penso que encontrei, por fim. O efeito da saudade é como, deixa-me arranjar uma imagem para melhor ilustrar, uma desidratação da alma. Sem fluído que a aglutine, esboroa-se, pulveriza-se, a brisa arrasta-a, numa inexorável erosão. Hoje, quem estivesse atento, ao final da tarde, veria o pó da minha alma a brilhar, efémero e cintilante como uma chuva de fagulhas, a contraluz do sol.


06/09/2016

Postcrossing




Manhã cedo, olha o quebrar da onda, pelo meio da neblina. Tira as sandálias, e dá o primeiro passo no areal. Sente nos pés um friozinho que lhe sobe à espinha, e a arrepia num prazer, enganoso, de liberdade. Inspira, demoradamente, e o cheiro a mar, e a iodo, inebria-a. O mar lava tudo, incluindo a alma e as saudades de outro mar e outras marés que, estão para lá da linha recta que é curva e a que chamam horizonte. Desaparece na densidade da neblina. Os gatos continuam pardos.

*****
2016-09-06
nn(in)metamorphosis 




29/07/2016

Dos sillêncios




Deixou que os olhos falassem, tocou-lhe os lábios e o silêncio morreu.


*****
2016/07-29
nn(in)metamorphosis



21/07/2016

Das dietas


Acordou com um vazio no estômago. Alimentou-se com carícias dos raios de sol e das lembranças. Sentiu-se saciada, pelo tanto que tinha de uns e outros.



*****
2016-07-21
nn(in)metamorphosis


15/07/2016

Ensina os teus filhos



Ensine aos seus filhos que devem fazer por merecer o Mundo que ainda existe.

Não temos, só, que deixar um Mundo melhor para os nossos filhos.


Temos que deixar uns filhos melhores para este Mundo.

Ler mais - em


*****
2016-07-15
nn(in)metamorphosis

13/07/2016

Quem nunca teve um sonho?


A Carla tem um sonho, conseguir publicar este livro
e está a tentar fazê-lo pela plataforma "crowdfunding"


Pessoal, quem já não teve um sonho?
Quem já não teve aquele empurrazinho que fez a diferença?
Restam apenas 10 dias 
para acabar o prazo de angariação do valor necessário. 
A Carla já tem mais de metade - Quem pode ajudar?
Não deixem de dar uma olhada, 
as contribuições são várias a partir de 5€ 
e podem ser feitas de diversas formas incluindo MB

Usem o link que vos deixo aí em cima
Vá lá - não dói
antes pelo contrário
Vamos ajudar a Carla


12/07/2016

Há coisas que nunca mudam


Há muitos anos atrás, num fim de tarde quente, tendo por paisagem a baía de Luanda, dizia-me um amigo, enquanto bebericávamos um fino e fazíamos estalar, nos dedos, umas gingubas: Eu nunca enganei ninguém, eu nunca disse ser santo - se as pessoas me quiseram ver assim, responsabilidade delas. Não venham agora dizer-me que as desiludi, quando foram elas próprias a iludirem-se. Acusam-me agora de quê?

E , veio isto a talho de foice, por ter acabado de ler o post do Tristan Riveur - AQUI - parece que nada mudou Tristan, tudo segue igual...


*****
2016-07-12
nn(in)metamorphosis

11/07/2016

A raça dos nojentos - Uma raça à parte


Depois de todos os insultos, dirigidos por francesas aos nossos emigrantes, um nojentinho mostra a sua raça :)



Há um vídeo da noite da final do Euro 2016 que está a correr o mundo. Um adepto francês, desgostoso com a derrota da seleção anfitriã da competição, é consolado por uma criança portuguesa.



A Euronews partilhou o vídeo na noite de domingo e escreveu que esta 
“é a razão pela qual Portugal mereceu vencer o Euro 2016”. 
O melhor é mesmo ver o vídeo:





E AGORA
BAMBORA PA CASA





*****
2016-07-11
nn(in)metamorphosis


06/07/2016

Lilith


De onde vim? Quem fui? Quem sou? Para onde vou? Qual o objectivo de cá estar?

Presa do principio ao fim, numa leitura temática que nunca procuraria, por me saber completamente ignorante na matéria, céptica e, especialmente, pelo medo do desconhecido. 
Medo de entender, de acreditar, e não saber o que fazer com isso. 
Se depois de o ler, mudei a minha linha de pensamento? Não. Porque continuo ignorante, céptica, mas com menos medo de procurar entender, de ir mais fundo, ciente de que, pelo meio das traduções e a necessidade do homem em controlar o homem, haverá uma verdade que se esconde e, que devíamos procurar.

PS: Depois de ler o 1º comentário, cumpre-me informar que: Adorei o  livro e recomendo a sua leitura. 


Outros títulos do C.N.Gil J

           
                         Conscientização                      Chuva      


04/07/2016

Das (in)certezas



O futuro é amanhã. Hoje, acredito em todas as improbabilidades.


*****
2016-07-04
nn(in)metamorphosis


Cante do autodesconhecimento


Que vazio é este, que me torna a vida numa caminhada vã
Deteve-se em si mesma e perguntou-se quem era…. Não obteve resposta


 *****
2016-07-04 
nn(in)metamorphosis


01/07/2016

Resultados garantidos



Porque hoje é sexta
e sexta é promessa desde logo cumprida, para alguns, de que se está a meia dúzia de horas, do tempo sem horários, sem filas, sem transportes públicos, sem correrias, que não sejam as dadas pela felicidade de ir aqui ou ali, fazer isto ou aquilo, conforme dá na real gana, e que poderá  até passar pelo tão - dolce far niente.

Pelo descrito, a palavra sexta feira é, quase sempre, dita/escrita com exclamações à dúzia. 


Algo parecido com isto:


É SEXTA FEIRA!!!!!!!

Há que dar ênfase à nossa alegria, à nossa satisfação.


Todavia, para que resulte, é preciso que: 
Leias e comentes este post, de profundidade indiscutível, ainda hoje.
7 dias depois, voltará a ser sexta feira
Senão o fizeres
daqui a 3 dias será segunda feira


*****
2016-07-01
nn(in)metamorphosis



21/06/2016

Polvo à lagareiro


Pois é, a coisa hoje correu-me menos bem. Ida ao hospital da zona, pelas 11h da manhã,  hora de apanhar equipa médica, e saber a evolução da doença, de familiar.
A resposta dada com modos simpáticos foi: Se os resultados das análises continuarem estáveis, e o RX feito ontem mas, que a equipa ainda não viu, estiver de acordo com as expectativas, o doente irá para casa amanhã, com antibiótico para mais uma semana. 
- Mas Dra, o doente está com uma pneumonia, como sabemos que continuará a melhorar? 
- Não se preocupe, se houver retrocesso, voltará a aparecer a febre, e nesse caso, volta a trazê-lo.
Ah ok, percebi... mas, não entendi.
Hora de almoço para os doentes, teria que sair, por algum tempo, decidi então, que almoçaria ali por perto e regressaria para a visita normal. 
Entrei no restaurante, coisa simples, mas agradável aos olhos. 
Sentei-me, e uma senhora com ar de dona do local, informou-me dos pratos a sair no momento, ao mesmo tempo em que me entregava a ementa, caso não me agradasse o prato do dia. 
Abri a lista, dei uma olhada e li "Polvo à lagareiro" olhei a senhora e perguntei, demora muito a ser servido o polvo? não, uns 10m, foi a resposta. 
Muito bem, então polvo à lagareiro. 
Aguardei, um pouquinho mais que os 10m, e colocaram-me à frente, em prato de barro, o que parecia ser polvo, batatas a murro, e migas. 
Simpático o prato, só a cor do polvo não me convencia. 
Relutante, provei - Polvo? 
Aquilo era polvo? 
Aguardei que a senhora passasse perto e perguntei-lhe: Por favor, isto é polvo? resposta imediata -  não, são tentáculos de pota. 
Mas na ementa está escrito polvo e, foi o que eu pedi. 
Numa descontracção desconcertante, ouvi da senhora o seguinte: 
- A maioria dos clientes não sabe a diferença.
- Mas eu sei, respondi - ao que ela retorquiu
- A senhora queria polvo a 6€? 
Olhei-a, já com cara de poucos amigos. tentando que o tom de voz, não demonstrasse  a contrariedade em crescendo, e disse-lhe:  
- Eu, em momento algum a questionei sobre o preço. 
Esse assunto, não me diz respeito. 
- A senhora podia até ter-me servido caviar a custo zero.
- Da tenda sabe o tendeiro.
- O que eu sei, é que na ementa está escrito "Polvo à Lagareiro" que afinal não é polvo mas tentáculos de pota, e eu sinto-me enganada - a senhora está a vender gato por lebre.
- Não precisa comer, se não gosta. Pode pedir outra coisa.
- E pedi. Desta feita, uma posta de perca grelhada (que a senhora teve o cuidado de frisar - é perca, não é corvina) 
Com certeza, seja perca o que eu escolho, e perca que a senhora me venda.

E pronto, assim vai o meu país, cheio de xicos espertos e clientes tidos como - comem o que lhe pusermos à frente, desde que a ementa tenha nomes sonantes.

É triste, mas é o que se vai encontrando, uns que enganam, e outros que se deixam enganar, ou não.





*****
2016-06-21
nn(in)metamoephosis



20/06/2016

É hoje! É hoje!



É hoje, que ele começa
Quem? 
O Verão, ora pois!



*****
2016-06-20
nn(in)metamorphosis




17/06/2016

Ele é fruta ó chiculate


Olhem a loucura! Lindo






Recebi da Mia e gostei


Do sufoco



Alguém por aqui grita   

" a realidaaaaaade é uma prisããããããããão".

Eu queria dizer que não
mas não consigo





*****

2016-06-17 
nn(in)metamorphosis

15/06/2016

???



                                Indecisa eu?



                                                                               Não tenho a certeza  :)


*****
2016-06-15
nn(in)metamorphosis


Da pontuação



Tu. Reticências. Ponto final. Vírgula. 


*****
 2016-06-15 
nn(in)metamorphosis


12/06/2016

Da esperança




Percorreu descalça, as ruas da amargura. A certa altura parou, lavou os pés e pensou: ainda bem que o sangue não dói

 *****
2016-06-12 
nn(in)metamorphosis


07/06/2016

Dos vazios


Metade de mim é vazio. A outra metade é angústia por me saber a esvaziar.


*****
2016-06-07
nn(in)metamorphosis




25/05/2016

Da vida



Há que se lhe sentir o sabor, nem sempre doce mas, e se assim fosse, a boca ficaria saturada e não reconheceria o melhor


*****

2016-05-25
nn(in)metamorphosis


24/05/2016

É de limão e eu gosto




Falo com ela, já à algum tempo, e vamos sabendo coisas uma da outra, como é natural nestas andanças. Sei que é arquitecta, mas é, também, uma doceira artesanal, E põe, na sua Lojinha do Limão, muita dedicação e trabalho. Um sonho ainda por cumprir de forma completa mas, que ela não abandona, e por ele , corre do trabalho para outras labutas, estas doces, e como ela gosta disso. Neste sonho, ela investe tudo o que tem, e esta força, esta vontade de correr atrás, fez-me fazer uma encomenda. 

Gente! Aquilo é bom demais.


*****
2016-05-24
nn(in) metamorphosis

20/05/2016

Por vezes


, esqueço os medos, e arrisco tudo para te fazer feliz, sendo.


*****
2016-05-20
nn(in)metamorphosis



Às vezes


, olho-te devagar, para te ver mais.


*****
2016-05-20
nn(in)metamorphosis