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29/12/2012

Mais um ano



O fuso do tempo consome outro ano, como se fosse possível reiniciar a zero o relógio. Mas, na memória, entocam-se desejos que se recusam ao esquecimento, ficam ali, abscônditos, à espreita, a aguardar o incerto, a distração do destino, momento em que é possível transgredir o roteiro e reescrever o enredo antes que a manhã surja. Neste lapso, escapam do diapasão doentio e alcançam a força de um furacão de desafios que não conhecem os senão, os porquês, nem os fins, ignoram as leis, e ficam sonhos eternos.

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      2012.12.29
nn(in)metamorphosis




19/12/2012

Olha...






Olha ...
não me olhes… Se te olho
não tentes ler meu compêndio
és oxigénio, e eu chispa
podemos causar incêndio

És quimera feito alimento
pelo calor que de ti emana
agitas-me o pensamento
oxigénio nesta chama

Olha ...
não me olhes… Se te olho
queimar-me, quero
sem demora
num pecado feito dom
num delírio em edredom
com cheiro a raiar d’aurora


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2012-12-19
nn(in)metamorphosis