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19/12/2012

Olha





Olha… não me olhes desse modo
como se me soubesses de cor

não tentes ler o que escondo
és oxigénio em descontrolo
eu faísca no fundo

há em ti coisa de quimera
como se viesses de outra estação

e isso encosta-se à espera
e mexe-me com a razão

não me olhes assim… se te olho
fica tudo por acontecer

entre o que recua e o arrojo
sem saber como dizer

num silêncio que não tem nome
nem diz aquilo que consome

fica o resto por nascer

 

***
2012-12-19 – Olha
nn(in)metamorphosis



3 comentários:

  1. noktua19/12/12

    Queria aqui fazer um comentário mas não posso......

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  2. Muitas vezes vale mais um olhar que mil palavras....Um beijinho no teu olhar amigo ;)

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  3. Escreveste um poema que traduz na perfeição
    a atracção profunda que não é só uma questão
    de pele, mas de almas...
    Isto digo eu, na suposição de que o eu poético
    entenda ser correspondido.
    Se assim não fosse, não sentiria desta forma, estou em crer.

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