Olha… não me olhes desse modo
como se me soubesses de cor
não tentes ler
o que escondo
és oxigénio em descontrolo
eu faísca no fundo
há em ti coisa
de quimera
como se viesses de outra estação
e isso
encosta-se à espera
e mexe-me com a razão
não me olhes
assim… se te olho
fica tudo por acontecer
entre o que
recua e o arrojo
sem saber como dizer
num silêncio
que não tem nome
nem diz aquilo que consome
fica o resto por nascer
***
2012-12-19 – Olha
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis

Queria aqui fazer um comentário mas não posso......
ResponderEliminarMuitas vezes vale mais um olhar que mil palavras....Um beijinho no teu olhar amigo ;)
ResponderEliminarEscreveste um poema que traduz na perfeição
ResponderEliminara atracção profunda que não é só uma questão
de pele, mas de almas...
Isto digo eu, na suposição de que o eu poético
entenda ser correspondido.
Se assim não fosse, não sentiria desta forma, estou em crer.