Gosto de rotinas. Gosto de saber como
começa o dia, dos pequenos gestos que se repetem e que, sem dar por isso, me
organizam por dentro. Há uma tranquilidade nisso, quase como um chão firme onde
posso pousar os dias.
Talvez seja por isso que os imprevistos
ganham outra força. Quando algo muda, quando há um desvio, sinto-o com mais
intensidade. Nem sempre são bons; às vezes desarrumam, pesam, ficam de um modo
que não faz rir. Mas ficam - e isso também diz qualquer coisa sobre o dia.
Gosto de rotinas porque me dão medida. É
essa medida que faz com que tudo o que a interrompe, leve ou difícil, não passe
despercebido. No fim, são esses dias, aqueles que não sabem a ontem, que mais
se guardam.
***
2026-03-30 – Quando o ontem não chega
nn(in)metamorphosis
nn(in)metamorphosis
Sem comentários:
Enviar um comentário
NOTA: Os comentários são moderados
1 - Os usados para publicitar o próprio blog serão eliminados.
2 - Os outros, tão breve quanto possível, serão publicados.
Grata pela compreensão.