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05/03/2015

E hoje? É dia de quê?



Hoje é dia disto, amanhã dia daquilo
Há uns anos a esta parte, não deve haver dia, que seja, apenas dia.
Todo o dia serve para vender ideias, fórmulas, conceitos e preceitos (que duram 1 dia)
Quando será, que será, o dia de ser dia? 
Simplesmente dia.... de ouvir o dia... de sentir o dia




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2015-03-05
nn(in)metamorphosis



23/02/2015

Cantigas ao Desafio XXVII



Transparências

De vez em quando apetece passar limites.
De vez em quando o proibido é o intratável.
De vez em quando fazem-se coisas destas.
De vez em quando dizemos que sim.
De vez em quando apetece sair sem rumo.
De vez em quando procuramos quem nos oiça.
De vez em quando dizemos muitos disparates.
De vez em quando gritamos com quem não devemos.
De vez em quando somos transparentes.
De vez em quando, quando partir serei eu.
Porque deixei eu isto aqui...

HHoje
 (cópia devidamente autorizada)

***

Carrossel

  Os anos degraus
a vida a escada
curta ou comprida
sejam bons ou maus
não nos cabe medi-la
  Degraus de alegria
de sonhos e ideais
donos do mundo
a vida é magia
os sonhos reais
  Degraus sombrios
de malfadados ais
ruelas escuras
de quilhas e mastros
nas mãos de vendavais
  A chorar e a rir
em ansiosa ascensão
a descida essa é certa
não adianta fugir
à humana condição
  E na minha crença
dou comigo a pensar
tanta briga, tanta desavença
pra no fim da escada encontrar
uma porta fechada
e mais nada!

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nn(in)metamorphosis



31/01/2015

Do ser… ou não poder ser




Carreguei no botão do PC, que respirou soltando aquele pip com que diz , aí vou eu. Não sabia o que ia fazer e por onde começar. Na verdade, não me apetecia começar nem acabar nada. Como sempre, findo o Verão, a letargia toma-me o pulso e quando o Inverno se instala, o ritmo cardíaco baixa drasticamente, e surge um cansaço de tudo e de nada. Hoje, por exemplo, não me apetecendo nada, apetecia-me ser:

Som de música, olhos de certezas, dona do tempo, 2pontos parágrafo travessão de uma história, traço firme de uma imagem, valsa de Strauss, bolero de Ravel, decididamente, apetecia-me ser tudo aquilo que não posso ser.


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2015.01.031
nn(in)metamorphosis 

23/01/2015

Cantigas ao Desafio XXVI



Rodeada de folhas
Que soltas deixam cair palavras
Tento apanhá-las
e vislumbro algumas de relance;

Andar
Dar
Continuar

Mas que falta de ar!
Reanimar folhas que perdem palavras
É tarefa árdua e leviana talvez
Mas que insensatez!

Vou deixar que voltem ao seu contexto.
Mas que pretexto para escrever um texto! 

2015-01.22 - HHoje 
(Cópia integral e autorizada)


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Rodeada de folhas

Com tretas e letras
Umas coloridas outras pretas

Em folhas impressas de jornal
Nele se anuncia a vida e também o funeral

Em letra miúda, anuncia o agiota
Diz-se honesto, mas sabemos, faz batota

E o cavalheiro de 70 - Quer menina de 40
Pra relação séria, acrescenta

E a cocote pouco vestida
Diz que cobra pouco, pelas caricias, atrevida

Politiquices em parangonas
E vip’s  e matronas

Assassinos e ladrões
A monte, em preventiva, aos montões

A banca que cai do banco
Depositantes que vêm a vida a ir pelo barranco

Mais um conto do vigário
E mais pobre um sexagenário

Um derby com pouco desportivismo
De futebol? Não era de pugilismo?

"Mas que falta de ar!
Reanimar folhas que perdem palavras
É tarefa árdua e leviana talvez
Mas que insensatez!"

Vou ali e já venho
Que para continuar me falta já o engenho

2015.01.23
nn(in)metamorphosis

31/12/2014

Feliz Ano Novo 2015




De repente num momento fugaz
os fogos de artifício anunciam 
que o ano novo está presente 
e o ano velho ficou para trás

De repente, os olhos se cruzam
as mãos se entrelaçam 
e os seres humanos
num abraço caloroso
num só pensamento
exprimem um só desejo 
e uma só aspiração: 
PAZ e AMOR.

De repente, esquecemos e lembramos do futuro venturoso


e de como é bom VIVER


Happy new Year - Celine Dion



30/12/2014

São saudades pai




Perco-me num pensamento de saudade que a tristeza quer tornar alegre e não consegue.



2014-12-30
noname

01/12/2014

Natal 2014



É verdade!
continuo uma sonhadora, continuo a acreditar no ser humano
E sei que não sou a única


E sei também que: enquanto Natal não for, Natal a cada dia, ele não deixará de ser,  para muitos, milhares, milhões, um dia mais pesado e mais triste, que o dia anterior.

Neste Natal, façamos o Natal de mais alguém





Festas Felizes

Para Tu  e Tu...e para Tu também
desejo sincero, 
que o T(e)u Natal seja de 365 dias 

Abreijo da noname



Sê também uma fada, um mago
 nem precisa ser muito
nem ir muito longe
basta olhar em volta

AQUI UM CHEIRINHO - FELIZ NATAL


27/09/2014

Idade



A idade, além das rugas e cabelos brancos, traz outras coisas. 
Segurança e confiança são algumas delas.


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2014.09.27
nn(in) metamorphosis




14/09/2014

Não gosto


Não gosto de dias cinzentos, parecem ter o condão de me acinzentar. 

E eu, não me gosto de cinza.
Gosto-me de cor
Sei-me de cor
Quero-me de cor


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2014.09.14
nn(in)metamorphosis







15/08/2014

Caminho das letras



Por mais árduos os passos, por mais dolorosos os dias, o caminho apalavrado dos monólogos continua a ser um bálsamo, um aconchego de sol e de luz, um abraço apertadinho


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       2014.08.15
nn(in)matemorphosis







22/07/2014

Quando a juventude não é reduzida a "idade"



Sou uma mulher madura.
Velha! Dirão uns.
Nova! Afirmo eu.
Tanto, que um dos meus maiores receios, é acabar, a ser…
Uma velha ridícula?
Nada disso!
Tenho senso comum.
Mas como ia dizendo, antes do teu pensamento (maléfico) me ter interrompido, o meu receio, reside apenas no facto, de não saber, de muitos como eu, e assim, daqui a muitos anos, acabar a dançar sozinha, uma chatice.
Meninas maduras e meninos também, a juventude não reside apenas num corpo, liso, rijo, onde a gravidade (ainda) não colocou a mão.
A juventude, é um estado d’ alma, não um estado de corpo, e vive, sem dúvida, na mente.
Então, resumindo, juventude é: Corpo são, em mente sã, e senso critico qb.
E… Agora topem

Clica aí

16/07/2014

Olha!


vem comigo fotografar as partículas de tempo que moram entre os risos, vem comigo visitar memórias e dizer muitas parvoices, vem comigo deitar na relva e contar as estrelas... Olha! Vem comigo fazer tudo, pode ser?


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 2014.07.16
nn(in)metamorphosis

15/06/2014

Da lazeira





Depois de um dia quente, em que nada bulia, nem eu, uma noite quente, que convida a fazer 100m sofá, ou um estatelar-se na cadeira da varanda. Se o primeiro, tem como prémio, uma passagem pelas brasas, a segunda permite, a esta hora, um tempinho de introspecção, ou tão só, cerrar os olhos e ver com os ouvidos. Foi o que fiz, e em segundos, já ouvia o cantar das cigarras. Onde moro, ainda se ouvem algumas, que incapazes de resistir ao betão, se mudaram de armas e bagagens para os jardins das vivendas. Elas e os primos, os grilos, nestas noites quentes, aproveitam para socializar, e gente como eu, tem um concerto afinadíssimo e ao vivo. Como é bom ouvir e sentir tudo isto, o calor, o sossego, a natureza, esta sensação de férias, e a certeza, de que é preciso tão pouco, para termos momentos de felicidade completa.


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  2014-06-15
nn(in)metamorphosis


10/06/2014

Do olhar...







Gosto da linguagem falada, mas a linguagem dos olhos... É um mundo à parte.

Nela, não há erros de redacção, de gramática, ou de ortografia. Na linguagem dos olhos, são impossíveis erros de interpretação, cada olhar é uma frase perfeita, transparente, directa à alma, ao corpo, ao coração - sem nenhuma contradição.

Gosto da linguagem dos olhos... E com certeza, não foi ainda inventada uma ponte mais perfeita...


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  2014.06.09 
nn(in)metamorphosis


09/06/2014

Do tempo...





Tempinho irritante, este. Um dia morno, nublado, chuviscado, com um sol envergonhado que espreita, quando pode, e o vento que me despenteia o cabelo e a paciência.

Está bem, é verdade: Gosto de chuvas de Verão, mesmo tendo pavor das trovoadas. Gosto do cheiro a terra molhada, mesmo tremendo, com a imagem dos rios de lama, que podem levar todos os sonhos por sonhar. Gosto de musicais antigos, onde o galã diz, a cantar à chuva, que é feliz, mesmo que a acção esteja completamente à margem da realidade mas… o que eu gosto, gosto mesmo, é de um sol amarelo, brilhante, num céu azul, iluminando um mar chão. E gosto, tanto, quando o meu sorriso tropeça num outro sorriso, que sorri para mim, assim do nada, só porque sim.

Tempinho irritante, este…



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        2014.06.09
 nn(in)metamorphosis