10/10/2016
Gosto de mim...
... do que tenho para dar e do que mereço receber
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2016-10-10
nn(in)metamorphosis
09/10/2016
Inquietude
Será que sabes
meu amor de devoção
que o sol é timidez perante a tua figura
e a Lua na penumbra é lisura
no céu em que me fiz coração?
meu amor de devoção
que o sol é timidez perante a tua figura
e a Lua na penumbra é lisura
no céu em que me fiz coração?
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2016-10-09
nn(in)metamorphosis
07/10/2016
06/10/2016
26/09/2016
Das (des)mudanças
Acordei cedo. Cedo e contemplativa.
Olhando o tecto branco, qual ecrã de cinema, ia vendo passar cenas e mais
cenas, umas em câmara lenta, outras a uma velocidade que mal se distinguiam. Mais
um ano se passou e tudo mudou sem que nada mudasse: Um dia acaba e outro começa;
o Verão finda e o Outono chega; a alegria hiberna, a esperança passa e, até a
falta que se faz, o tempo cura.
E tudo muda sem nada mudar, e
nunca isso foi tão óbvio como hoje.
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2016-09-26
nn(in)metamorphosis
24/09/2016
Guardo um rio em mim
É no rio que em mim corre, que me percorro em tons de azul e fogo -
cor das minhas invictas raízes e do céu que nunca morre - cor do pôr do sol na savana e das terras do semba. E minha alma feliz, pintou no meu corpo,um imenso campo de flores de todas as cores e de todos os perfumes
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24-09-2016
nn(in)metamorphosis
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22/09/2016
Outono
Inicia-se hoje, 22 de Setembro, exactamente às 15h21.
O equinócio de Outono de 2016
ODE AO OUTONO
1
Estação de neblinas, doce e fecunda!
Companheira íntima do sol, com ele vais,
Quando ele abençoa e inunda
De frutos as videiras junto dos beirais;
Pra vergar de maçãs a musgosa macieira
E a fruta por inteiro tornar madura
Pra inchar as cabaças, prà avelã ficar gorda
Com uma doce amêndoa; há flores com fartura
Pra que a abelha as tenha sempre que queira
E pense haver dias quentes a vida inteira,
Pois o verão seus favos pegajosos transborda .
2
Quem não te viu já de fartura rodeada?
Às vezes, quem te procura sob outros céus,
No chão dum celeiro encontra-te descuidada,
O vento da limpeza ergue-te os cabelos.
Ou num rego meio-ceifado, em fundo torpor,
Tonta do perfume das papoulas, parada
A foice, junto da ceara a ceifar te demoras;
Às vezes, tens direita, qual rebuscador1,
A pesada cabeça, ao passar a ribeira;
Ou, junto de a prensa, observas tranquila
A cidra a gotejar no fluir das horas.
3
Que é das canções da Primavera? Onde hão-de estar?
Esquece-as, tua música também tem valor –
Nuvens orlam o dia morrendo devagar
Tingem os restolhos de sua rósea cor;
De os mosquitos a dorida serrazina,
Crescente, entre os salgueiros do rio se ouvia,
Diminuindo, se o vento fica mais brando;
Os cordeiros balem na próxima colina;
Cantam grilos, alto, mas cheios de harmonia,
Num quintal, pisco vermelho assobia,
E as andorinhas chilreiam nos céus em bando.
John Keats (1795-1821)
16/09/2016
07/09/2016
Da saudade
A mais bonita explicação para a saudade, que já ouvi ou li, e por isso mesmo, trago para aqui, mesmo sem autorização do dono. É que, não vá o diabo tecê-las e ele, o dono, xilre , se afastar da blogosfera, e eu, e vós, deixarmos de a poder ler.
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Explicação plausível
Sabes, queria dizer-te da minha mais recente descoberta, de uma
explicação plausível que procurava e que encontrei, ou penso que
encontrei, por fim. O efeito da saudade é como, deixa-me arranjar uma
imagem para melhor ilustrar, uma desidratação da alma. Sem fluído que a
aglutine, esboroa-se, pulveriza-se, a brisa arrasta-a, numa inexorável
erosão. Hoje, quem estivesse atento, ao final da tarde, veria o pó da
minha alma a brilhar, efémero e cintilante como uma chuva de fagulhas, a
contraluz do sol.
06/09/2016
Postcrossing
Manhã cedo, olha o quebrar da onda, pelo
meio da neblina. Tira as sandálias, e dá o primeiro passo no areal. Sente nos
pés um friozinho que lhe sobe à espinha, e a arrepia num prazer, enganoso, de
liberdade. Inspira, demoradamente, e o cheiro a mar, e a iodo, inebria-a. O mar
lava tudo, incluindo a alma e as saudades de outro mar e outras marés que,
estão para lá da linha recta que é curva e a que chamam horizonte. Desaparece
na densidade da neblina. Os gatos continuam pardos.
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2016-09-06
nn(in)metamorphosis
29/07/2016
Dos sillêncios
Deixou
que os olhos falassem, tocou-lhe os lábios e o silêncio morreu.
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2016/07-29
nn(in)metamorphosis
21/07/2016
Das dietas
Acordou com um vazio no estômago. Alimentou-se com carícias dos raios de sol e das lembranças. Sentiu-se saciada, pelo tanto que tinha de uns e outros.
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2016-07-21
nn(in)metamorphosis
15/07/2016
Ensina os teus filhos
Ensine aos seus
filhos que devem fazer por merecer o Mundo que ainda existe.
Não temos, só, que
deixar um Mundo melhor para os nossos filhos.
Temos que deixar uns
filhos melhores para este Mundo.
Ler mais - em
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2016-07-15
nn(in)metamorphosis
13/07/2016
Quem nunca teve um sonho?
A Carla tem um sonho, conseguir publicar este livro
e está a tentar fazê-lo pela plataforma "crowdfunding"
Pessoal, quem já não teve um sonho?
Quem já não teve aquele empurrazinho que fez a diferença?
Restam apenas 10 dias
para acabar o prazo de angariação do valor necessário.
A Carla já tem mais de metade - Quem pode ajudar?
Não deixem de dar uma olhada,
as contribuições são várias a partir de 5€
e podem ser feitas de diversas formas incluindo MB
Usem o link que vos deixo aí em cima
Vá lá - não dói
antes pelo contrário
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antes pelo contrário
Vamos ajudar a Carla
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