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25/06/2013

Onde pertenço?






Nesta travessia de tanto ler e falar, de e com tanta gente, fui-me apercebendo que somos muitos, os que não encontram, como seu lugar, o lugar que ocupam, a sensação inquietante de se sentir estrangeiro, ou figurante de um filme que não foi escrito para si, vai em número, muito além do imaginado como possível.


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       25-06-2013
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27/05/2013

No escurinho do cinema






As mulheres da minha idade aprenderam a amar no escurinho do cinema. Por isso, somos tão idealistas, tão românticas, tão solitárias, mesmo que acompanhadas, ainda assim, estamos quase sempre sozinhas, porque o nosso elo mais estreito é com o sonho e não com as pessoas. 

Sonhamos acordadas, amamos dormindo.

Cantamos á chuva por absoluta busca pelo sublime.

No inconsciente, estamos de mãos dadas com: Marlon Brando e Maria Schneider ou Clark Gable e Vivien Leigh

Mas também há, as que não gostam de cinema e as que desaprenderam de amar sentadas á frente da televisão.


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27.05.2013
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30/04/2013

Sussurros ou gritos abafados?






Quando decidi ter um blog anónimo, fi-lo para poder rir, falar, gritar, fazer beicinho, chorar baba e ranho, disparatar, aliviar o fígado com uns palavrões, sem ninguém a encher-me a mona. Quatro anos depois, pasmo, ao ler-me sussurrando educadamente, ahahahahah


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        2013.04.30
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27/04/2013

No corpo


De:Ferreira Gullar



De que vale tentar reconstruir com palavras
O que o verão levou
Entre nuvens e risos
Junto com o jornal velho pelos ares


O sonho na boca, o incêndio na cama,
o apelo da noite
Agora são apenas esta
contração (este clarão)
do maxilar dentro do rosto.

A poesia é o presente.


Recebi de: A.Godinho



25/04/2013

Perdidas as palavras ou silêncios que completam




Não, eu não sumi, mas sumiram as palavras, a rima, a prosa, até a vontade de gritar sumiu, imersa, submersa, cansada e sem forças, sem meios nem fins pra se justificar
Talvez
e digo talvez
numa hora qualquer, volte a inspiração, a vontade de falar, se acabem os senãos 
regressem as palavras
perdidas
nos somente nãos
por ora, nada a dizer, está tudo engaiolado, apertado, aprisionado
somente
a cada manhã
um passo atras do outro e resistir, persistir e esperar que voltem as palavras
perdidas
neste silêncio
que agora me completa


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          2013.04.25
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16/04/2013

Tempero... o tempo...




Tempero… O tempo de espera, com a brisa iodada
Tempero… A saudade, com o sabor (a menta) do beijo deixado
E teço… o abraço da chegada
intenso
apertado
com textura de pele
macia e molhada


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         2013.04.16
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