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2026, sem bater à porta
não
ligues ao pó nem à confusão
Por
cá tenta-se, falha-se, volta-se à rota
com
mais teimosia do que razão
Que
os dias corram sem pedir licença
uns
tortos, outros a sair direitos
E
que a pressa não mate a esperança
nem
nos roube o riso dos defeitos
Se
um plano cair, deixa-o no chão
há
quedas que não pedem conserto
Levanta-se
outro, muda-se a mão
que
o caminho faz-se meio incerto
Que
haja amor sem voz levantada
trabalho
que pague o pão e o vinho
E
uma graça leve, mal educada
a
lembrar que ninguém sabe o caminho
Segue-se
assim, sem mapa nem guia
com
calma, tropeço e algum engenho
Se
a vida não cumpriu o que prometia
ao
menos que cumpra o riso e o empenho
***
Que
2026 venha como um bom casaco: que não chama a atenção, mas faz falta quando é
preciso.
***
2025-01-03 – Como um bom casaco
nn-metamorphosis
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