12/07/2016
Há coisas que nunca mudam
Há muitos anos atrás, num fim de tarde quente, tendo por paisagem a baía de Luanda, dizia-me um amigo, enquanto bebericávamos um fino e fazíamos estalar, nos dedos, umas gingubas: Eu nunca enganei ninguém, eu nunca disse ser santo - se as pessoas me quiseram ver assim, responsabilidade delas. Não venham agora dizer-me que as desiludi, quando foram elas próprias a iludirem-se. Acusam-me agora de quê?
E , veio isto a talho de foice, por ter acabado de ler o post do Tristan Riveur - AQUI - parece que nada mudou Tristan, tudo segue igual...
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2016-07-12
nn(in)metamorphosis
11/07/2016
A raça dos nojentos - Uma raça à parte
Depois de todos os insultos, dirigidos por francesas aos nossos emigrantes, um nojentinho mostra a sua raça :)
Há um vídeo da noite da final do Euro 2016 que está a correr
o mundo. Um adepto francês, desgostoso com a derrota da seleção anfitriã da
competição, é consolado por uma criança portuguesa.
A Euronews partilhou o vídeo na noite de domingo e escreveu
que esta
“é a razão pela qual Portugal mereceu vencer o Euro 2016”.
O melhor é
mesmo ver o vídeo:
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2016-07-11
nn(in)metamorphosis
06/07/2016
Lilith
De onde vim? Quem fui? Quem sou? Para onde vou? Qual o objectivo de cá estar?
Presa do
principio ao fim, numa leitura temática que nunca procuraria, por me saber
completamente ignorante na matéria, céptica e, especialmente, pelo medo do desconhecido.
Medo de entender, de acreditar, e não saber o que fazer com isso.
Se depois de o ler, mudei a
minha linha de pensamento? Não. Porque continuo ignorante, céptica, mas com
menos medo de procurar entender, de ir mais fundo, ciente de que, pelo meio das
traduções e a necessidade do homem em controlar o homem, haverá uma verdade que
se esconde e, que devíamos procurar.
PS: Depois de ler o 1º comentário, cumpre-me informar que: Adorei o livro e recomendo a sua leitura.
PS: Depois de ler o 1º comentário, cumpre-me informar que: Adorei o livro e recomendo a sua leitura.
Outros títulos do
C.N.Gil J
Conscientização Chuva
04/07/2016
Das (in)certezas
O futuro é amanhã. Hoje, acredito em todas as
improbabilidades.
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2016-07-04
nn(in)metamorphosis
Cante do autodesconhecimento
Que vazio é
este, que me torna a vida numa caminhada vã
Deteve-se em
si mesma e perguntou-se quem era…. Não obteve resposta
nn(in)metamorphosis
01/07/2016
Resultados garantidos
Porque hoje é sexta
e sexta é promessa desde logo cumprida, para alguns, de que se está a meia dúzia de horas, do tempo sem horários, sem filas, sem transportes públicos, sem correrias, que não sejam as dadas pela felicidade de ir aqui ou ali, fazer isto ou aquilo, conforme dá na real gana, e que poderá até passar pelo tão - dolce far niente.
Pelo descrito, a palavra sexta feira é, quase sempre, dita/escrita com exclamações à dúzia.
Algo parecido com isto:
É SEXTA FEIRA!!!!!!!
Há que dar ênfase à nossa alegria, à nossa satisfação.
Todavia, para que resulte, é preciso que:
Leias e comentes este post, de profundidade indiscutível, ainda hoje.
7 dias depois, voltará a ser sexta feira
Senão o fizeres
daqui a 3 dias será segunda feira
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2016-07-01
nn(in)metamorphosis
21/06/2016
Polvo à lagareiro
Pois é, a coisa hoje correu-me menos bem. Ida ao hospital da zona, pelas 11h da manhã, hora de apanhar equipa médica, e saber a evolução da doença, de familiar.
A resposta dada com modos simpáticos foi: Se os resultados das análises continuarem estáveis, e o RX feito ontem mas, que a equipa ainda não viu, estiver de acordo com as expectativas, o doente irá para casa amanhã, com antibiótico para mais uma semana.
- Mas Dra, o doente está com uma pneumonia, como sabemos que continuará a melhorar?
- Não se preocupe, se houver retrocesso, voltará a aparecer a febre, e nesse caso, volta a trazê-lo.
- Ah ok, percebi... mas, não entendi.
Hora de almoço para os doentes, teria que sair, por algum tempo, decidi então, que almoçaria ali por perto e regressaria para a visita normal.
Entrei no restaurante, coisa simples, mas agradável aos olhos.
Sentei-me, e uma senhora com ar de dona do local, informou-me dos pratos a sair no momento, ao mesmo tempo em que me entregava a ementa, caso não me agradasse o prato do dia.
Abri a lista, dei uma olhada e li "Polvo à lagareiro" olhei a senhora e perguntei, demora muito a ser servido o polvo? não, uns 10m, foi a resposta.
Muito bem, então polvo à lagareiro.
Aguardei, um pouquinho mais que os 10m, e colocaram-me à frente, em prato de barro, o que parecia ser polvo, batatas a murro, e migas.
Simpático o prato, só a cor do polvo não me convencia.
Relutante, provei - Polvo?
Aquilo era polvo?
Aguardei que a senhora passasse perto e perguntei-lhe: Por favor, isto é polvo? resposta imediata - não, são tentáculos de pota.
Mas na ementa está escrito polvo e, foi o que eu pedi.
Numa descontracção desconcertante, ouvi da senhora o seguinte:
- A maioria dos clientes não sabe a diferença.
- Mas eu sei, respondi - ao que ela retorquiu
- A senhora queria polvo a 6€?
Olhei-a, já com cara de poucos amigos. tentando que o tom de voz, não demonstrasse a contrariedade em crescendo, e disse-lhe:
- Eu, em momento algum a questionei sobre o preço.
- Esse assunto, não me diz respeito.
- A senhora podia até ter-me servido caviar a custo zero.
- Da tenda sabe o tendeiro.
- O que eu sei, é que na ementa está escrito "Polvo à Lagareiro" que afinal não é polvo mas tentáculos de pota, e eu sinto-me enganada - a senhora está a vender gato por lebre.
- Não precisa comer, se não gosta. Pode pedir outra coisa.
- E pedi. Desta feita, uma posta de perca grelhada (que a senhora teve o cuidado de frisar - é perca, não é corvina)
Com certeza, seja perca o que eu escolho, e perca que a senhora me venda.
E pronto, assim vai o meu país, cheio de xicos espertos e clientes tidos como - comem o que lhe pusermos à frente, desde que a ementa tenha nomes sonantes.
É triste, mas é o que se vai encontrando, uns que enganam, e outros que se deixam enganar, ou não.
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2016-06-21
nn(in)metamoephosis
20/06/2016
17/06/2016
Do sufoco
Alguém por aqui grita
" a realidaaaaaade é uma prisããããããããão".
Eu queria dizer que não
mas não consigo
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2016-06-17
nn(in)metamorphosis
15/06/2016
12/06/2016
Da esperança
Percorreu descalça, as ruas da amargura. A certa altura parou, lavou os pés e pensou: ainda bem que o sangue não dói
nn(in)metamorphosis
07/06/2016
Dos vazios
Metade de mim é vazio. A outra metade é angústia por me saber a esvaziar.
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2016-06-07
nn(in)metamorphosis
25/05/2016
Da vida
Há que se lhe sentir o sabor, nem sempre doce mas, e se assim
fosse, a boca ficaria saturada e não reconheceria o melhor
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2016-05-25
nn(in)metamorphosis
24/05/2016
É de limão e eu gosto
Falo com ela, já à algum tempo, e vamos sabendo coisas uma da outra, como é natural nestas andanças. Sei que é arquitecta, mas é, também, uma doceira artesanal, E põe, na sua Lojinha do Limão, muita dedicação e trabalho. Um sonho ainda por cumprir de forma completa mas, que ela não abandona, e por ele , corre do trabalho para outras labutas, estas doces, e como ela gosta disso. Neste sonho, ela investe tudo o que tem, e esta força, esta vontade de correr atrás, fez-me fazer uma encomenda.
Gente! Aquilo é bom demais.
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2016-05-24
nn(in) metamorphosis
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2016-05-24
nn(in) metamorphosis
20/05/2016
15/05/2016
Que poema Mia Couto escreveu para ti?
1 – Árvore
cego
de ser raiz
imóvel
de me ascender caule
múltiplo
de ser folha
aprendo
a ser árvore
enquanto
iludo a morte
na folha tombada do tempo
No livro Raiz de Orvalho e outros poemas
2 – O Espelho
Esse que em mim envelhece
assomou ao espelho
a tentar mostrar que sou eu.
Os outros de mim,
fingindo desconhecer a imagem,
deixaram-me a sós, perplexo,
com meu súbito reflexo.
A idade é isto: o peso da luz
com que nos vemos.
No livro “Idades Cidades Divindades”
3 – Para Ti
Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
No livro “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”
4 – Companheiros
quero
escrever-me de homens
quero
calçar-me de terra
quero ser
a estrada marinha
que prossegue depois do último caminho
e quando ficar sem mim
não terei escrito
senão por vós
irmãos de um sonho
por vós
que não sereis derrotados
deixo
a paciência dos rios
a idade dos livros
mas não lego
mapa nem bússola
porque andei sempre
sobre meus pés
e doeu-me
às vezes
viver
hei-de inventar
um verso que vos faça justiça
por ora
basta-me o arco-íris
em que vos sonho
basta-te saber que morreis demasiado
por viverdes de menos
mas que permaneceis sem preço
companheiros
5 – Destino
à ternura pouca
me vou acostumando
enquanto me adio
servente de danos e enganos
vou perdendo morada
na súbita lentidão
de um destino
que me vai sendo escasso
conheço a minha morte
seu lugar esquivo
seu acontecer disperso
agora
que mais
me poderei vencer?
No livro “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”
6 – Saudade
Que saudade
tenho de nascer.
Nostalgia
de esperar por um nome
como quem volta
à casa que nunca ninguém habitou.
Não precisas da vida, poeta.
Assim falava a avó.
Deus vive por nós, sentenciava.
E regressava às orações.
A casa voltava
ao ventre do silêncio
e dava vontade de nascer.
Que saudade
tenho de Deus.
No livro “Tradutor de Chuvas”
Recebi da Berta e gostei
01/05/2016
28/04/2016
Dia mundial do sorriso
Mesmo sabendo, que o mundo tem muito poucas razões para sorrir.
Ainda assim, espero deixar nos teus lábios nem que seja só um leve trejeito, esgar, careta.
Ora aí vai:
O MANELI E A DROGA ESCONDIDA
Estouuuu… é da GNR ?
– É sim, em que posso ajudá-lo ?
– Queria fazer queixa do mê vizinho Maneli. Ele esconde
droga dentro dos troncos da madeira pra larera.
– Tomámos nota. Muito obrigado por nos ter avisado.
No dia
seguinte os guardas da GNR estavam em casa do Manel. Procuraram o sítio onde
ele guardava a lenha, e usando machados abriram ao meio todos os toros que lá
havia, mas não encontraram droga nenhuma. Praguejaram e foram-se embora.
Logo
de seguida toca o telefone em casa do Manel.
-Oh Maneli, já aí foram os tipos da GNR?
– Já.
– E racharam-te a lenha toda?
– Sim!
– Então feliz Dia do Sorriso, amigo! Esse foi o mê presente deste ano!
– E racharam-te a lenha toda?
– Sim!
– Então feliz Dia do Sorriso, amigo! Esse foi o mê presente deste ano!
*****
Consegui?
Então já valeu a pena
O que eu estimo, é o que te desejo
Até para o ano e alguns sorrisos :)
20/04/2016
A alegria da tristeza
poços de água
sonhos feitos em nada
que o carpido apazigua
tristezas e alegrias
silêncios a quem doeu
esperanças esvaecidas
decesso da ilusão
tropeços nos pedaços
vazios do coração
tem asas, sorri
nele vive morrendo
e morrendo vive em si
2016-04-20
nn(in)metamorphosis
13/04/2016
Somos donos do quê?
Que irónica é a vida
leva a tristeza p'ra longe
p'ra que conheças a felicidade
interrompe o barulho
p'ra que aprecies o silêncio
impõe-te a ausência
p'ra que reconheças o valor da presença
mas
de um momento para o outro
numa onda
traz tudo de novo
Talvez
para nos lembrar
que dela
jamais seremos timoneiros
que é ela
quem guia
quem dirige
quem escuta as ondas
quem sente o vento...
*****
2016-04-13
nn(in)metamorphosis
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