18/03/2018

Transitado em julgado



Tantas vezes
Forçada a impedir
Que o sangue ferva
Atira-se de encontro às grades
Da jaula que a contém
Donde não consegue fugir

E a saída é sonhar…

Levando de mão dada a alegria
Corre pela selva
Essa outra
Onde não há betão
Nem normas nem convenções
Que regem e dominam

E sente o que é ser livre…

Vive em harmonia
Respeita a natureza

Brinca com as feras

Corre atrás do vento 
Dorme ao relento 

E no outro dia…

Acorda com hematomas na alma
 Toma dois ben-u-ron
E acalma

Selvagem domesticada
Qual leoa enjaulada
Se volta a sentir

*****
2018-03-18
nn(in)metamrphosis 

4 comentários:

  1. És muito fina...transitaste em julgado para me impedir de recorrer da sentença. ehehehe
    OK...Toma lá os ben-u-rons que precisares, vou juntar-me a ti e bamos correr pela selva de liana em liana, sem Tarzans aparvalhados que isto não é 'o da Joana'.
    Gostei, NN!

    Beijinho

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  2. A alma há-de ser sempre selvagem e de quando em vez há-de cavalgar pela selva livremente...
    Beijos

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    Respostas
    1. É esse o espírito, sim :-)

      Beijo em TU

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