OUTRAS PUPAS

Outras pupas

19/11/2016

Mar





Ai que saudade do mar
desse
que em manhãs de nevoeiro
entre salgadas lágrimas de coragem e medos
me conta segredos de ilhas perdidas
entre o mar das tormentas e enseadas de todos os perigos

Ai que saudade do mar
desse
que em dia de céu azul e sol dourado
me ouve com calma, embala a saudade
me enfeita o olhar, acaricia a pele, salga o paladar
abraça-me o corpo num longo beijar

Ai que saudade do mar
desse
que em noites enluaradas
me conta histórias de navios fantasma
marujos perdidos, misteriosos cantares de doces sereias
sussurra mistérios, fala-me de amor

quem dera pudesse levá-lo para onde eu for




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2016-11-18
nn(in)metamorphosis



4 comentários:

  1. Goza, goza, afilhado mailindo

    :=))

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  2. O som das ondas do mar a enrolarem na areia e o grasnar das gaivotas inspirou-te, Noname. Lindo poema, porém, triste e saudoso. Porque será que nenhum poeta canta a alegria e harmonia?
    Não tenhas saudades; o mar continua lá onde sempre está.

    Beijocas e bons sonhos! :)

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  3. Janita, a minha saudade não tem nada de tristeza, nem chegam a ser saudade, são memórias bonitas e boas- É verdade o mar está ali a duas ou três dezenas de kms, longe demais para quando é preciso, fora isso tudo bem.

    Quando se vive a alegria, não sobra tempo para escrevê-la, há que vivê-la, antes que se acabe :=))

    Beijocas tantas

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