06/11/2010

Delirios


Acolhe-me
nos teus braços
de enlaços feitos
faz-me rainha dos teus actos
coloca-me grinalda perfumada
de flores do campo, algas e sargaços
Mitiga a sede antiga
de te sentir a pulsar de lés a lés
edificado em mim, que, qual musa
cederei ao incontido desejo
de ser de ti, e em ti,
estrofe, poema, livro aberto
tempestade, bonança, mundo secreto
Ou agua em explosão, solta,
revolta, saliva no céu da boca
nos poros dos corpos nossos, amado
fundidos e nus em céu aberto de estrelas
e mostra-me a lua pelos teus olhos
e o sol despenhado em nossos delírios

*****

2010.11.06
nn-(in)-metamorphosis






4 comentários:

  1. Delírios e devaneios, colírio dos nossos anseios. Intenso e belo.

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  2. Puro amor derramado na branca espuma das ondas.

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  3. Um sol despenhado, num ocaso renascido, e paixão que vibra até ser madrugada.
    Muito belo. Parabéns pela poesia que flui neste teu blogue.

    Com um ramo de :-) (sorrisos)

    P.S. Escolhi, ao acaso, o ano de 2010 para descobrir o blogue e acho que fiz uma boa escolha :-)

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