17/06/2012

Cantigas ao desafio VIII



Tu-Parte II

Ontem não te vi o sorriso atrevido
não te li o desejo nos olhos
e o tempo atropelou-me
Vens sempre com os ponteiros contados
Desejas ficar mas partes apressada
Deixando parte por dizer
e quase tudo por sentir
Anseio pelo dia em que venhas e não tenhas de te ir
Me pouses a cabeça no teu colo
Enquanto me embalas docemente
E nesse momento o tempo seja nada
E se, de repente, o meu olhar parar
E se parado parecer estar
É porque não estou aí
É sinal de que parti
Para onde tudo se encaixa
Onde tudo é como devia ser
E onde tudo o que nos interessa devia estar
E, se de repente, voltar a olhar
É porque regressei
E o momento se perdeu entre nós
E mais uma vez tu partiste sem mim

                   2012.06.17 (VC)
(Cópia integral, devidamente autorizada)

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Diálogo insano

… Olá!
… cheguei, e vim sem pressa
… Sempre queres ir?
- E podemos?
… Sem dúvida, basta querermos!
- E podemos querer?
… Está na nossa vontade.
- E ela é nossa? Podemos agarra-la?
… Agarra-la? Isso é impossível!
- Então qual é o caminho?
… Caminho? Quem falou em caminho!?
- Então como fazemos?
… Fácil. Usamos a imaginação!
- A imaginação?
… Sim, a imaginação.
- Que imaginação?
- Aquela estrada imensa onde o traçado és tu!

         2012.06.17
nn(in) metamorphosis


1 comentário:

  1. Cheguei aqui por caminhos inesperados e apeteceu-me ficar,.......Gostei muito!

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