14/10/2016

A razão tem razões que a própria razão desconhece?


  Trouxe daqui

14.10.16


Bob Dylan


Em 1953, o prémio Nobel da literatura foi atribuído a um candidato que demonstrou a sua mestria na descrição biográfica e história, assim como pela sua brilhante oratória na sua defesa exaltada dos direitos humanos. O candidato era Churchill, e o ano de 1953 foi o que viu a subida de Einsenhower à presidência dos Estados Unidos, o primeiro presidente republicano depois de vários mandatos de democratas, que viu a morte de Estaline, que viu a escalada da guerra fria, que viu o fim do equilíbrio precário conseguido com o fim da segunda guerra mundial, que viu o provável embrião da terceira. A escolha de Churchill foi a tomada de posição da Academia Sueca, a única que um grupo de letrados sentadas numa sala da Suécia, com um prémio para atribuir, podia tomar, face a um mundo que estava a, a mudar.

Este não é um texto sobre Bob Dylan, tal como o Nobel da Literatura deste ano também não o é, na verdade.

2 comentários:

  1. Minha doce Noname,
    à tua pertinente pergunta, só o autor do texto poderá responder. Eu, na minha infinita singeleza de pensamento, diria que sim, que tem!
    Mas quem sou eu?...Ninguém!

    Bom Domingo e uma beijoca, NN.

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  2. Bom, Noname, passadas que estão as emoções do impacto surpreendente da notícia, e agora que a poeira começa a poisar, deixa-me segredar-te uma coisa: neste mundo, de correrias e patifarias mil, se ainda há coisas que nos surpreendem, é sinal de que ainda acreditamos. Em quê, não sei. :)

    Deixo um beijinho :)

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