NÃO!

NÃO!

06/09/2016

Postcrossing




Manhã cedo, olha o quebrar da onda, pelo meio da neblina. Tira as sandálias, e dá o primeiro passo no areal. Sente nos pés um friozinho que lhe sobe à espinha, e a arrepia num prazer, enganoso, de liberdade. Inspira, demoradamente, e o cheiro a mar, e a iodo, inebria-a. O mar lava tudo, incluindo a alma e as saudades de outro mar e outras marés que, estão para lá da linha recta que é curva e a que chamam horizonte. Desaparece na densidade da neblina. Os gatos continuam pardos.

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2016-09-06
nn(in)metamorphosis 




29/07/2016

Dos sillêncios




Deixou que os olhos falassem, tocou-lhe os lábios e o silêncio morreu.


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2016/07-29
nn(in)metamorphosis



21/07/2016

Das dietas


Acordou com um vazio no estômago. Alimentou-se com carícias dos raios de sol e das lembranças. Sentiu-se saciada, pelo tanto que tinha de uns e outros.



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2016-07-21
nn(in)metamorphosis