05/11/2015
Sonhos
... talvez, os vá conseguindo esquecer, uma letra de cada vez
*****
2015-11-05
nn(in)metamorphosis
01/11/2015
Ó Tia dá bolinho?
Imagem da net
Já estás preparada, para o bolinho? já compraste as guloseimas? disse-me ela de rompante com um grande sorriso.
Bolinho? guloseimas? falas do quê?
Ora! exclamou com cara de quem me achava de Marte. Do dia do bolinho, dos miúdos, e lá me informou do que se travava e do que deveria ter, para lhes dar, (Rebuçados, bolinhos, caramelos, castanhas, nozes, etc) mas se dinheiro, melhor ainda, as crianças gostavam mais.
Na zona do país donde sou proveniente, não era uso as crianças irem, de porta em porta, pedir o bolinho no dia 1 de Novembro. Esta data, por lá, era vivida com algum recato e até tristeza, entre visitas ao cemitério, e o recordar de pessoas queridas, que já não se encontravam entre nós, mas que os mais velhos, nos faziam saber da sua existência, e do quanto tinham sido importantes, naquela que era agora a nossa vida, ou não.
A nossa festa, era mesmo o cantar das janeiras.
Mas, voltando ao bolinho. Só quando vim parar à zona centro, me deparei com esse costume que, diga-se de passagem, tem umas broinhas deliciosas, seguindo receitas várias, não cabendo agora a discussão de quais eu gosto mais. Porém, cabe a discussão, de como é pedido o bolinho, e da forma como é feito que, diga-se de passagem, desde o primeiro evento me chocou.
E passo a contar o meu primeiro encontro com esta tradição
Depois de toda a informação, que a colega lá do escritório me tinha dado, passei pelo supermercado e comprei o que achei ser adequado às crianças e ao dia que se festejava, daquela maneira, e lá fui para casa, sem saber muito bem o que esperar. Mas nem foi preciso esperar muito, naquele ano, o 1 de Novembro calhava a um sábado,(tal como este ano) aquele dia em nos deixamos dormir um pouco mais, tão a ver? Pois...
"Ó tia dá bolinho, Se não leva no focinho"
Estremunhada, entre, o que raio!!!
Aaaah!!! Isto era o bolinho?
Bolinho para quem?
Eu estava a ser acordada mais à Bolada
Eu sou das que pensam que, educação a gente recebe em casa, e mostra-a nas atitudes para com os demais.
Tradições, até que gosto de algumas, e acho muito bem que se mantenham, mas que venham acompanhadas de respeito e educação, é bom, bonito, e eu gosto.
Nunca mais comprei guloseimas, nem abri nunca a porta, a estes grupinhos selváticos. Não mudaram nada em todos estes anos, acreditam?
Mas continuo a apostar nelas, as crianças, o melhor do mundo, e o espelho de quem as educa eheheheh
E agora uma guloseima, com uma frase também doce
Truz truz, sou eu
trago na saca um bolinho e um beijinho
Tu qué?
*****
2015-11-01
nn(in)metamorphosis
30/10/2015
Quem era?
Era e não era, no meio da ponte
Era nim, nem não nem sim
Era uma vez, e outra e mais outra
Era pau, para toda a obra
Era procura, em ser melhor
Era míope, e via longe
Era míope, e via longe
Era caminho, despido de destino
Era lunática, e vivia na terra
Era trabalhadora, mas não tinha patrão
Era musical, e não sabia uma nota
Era só olhos, quando se maravilhava
Era tristeza, nas imagens de fome
Era revolta, na página politica
Era insegura, nas multidões
Era firmeza, quando decidia
Era amiga, de tirar a camisa
Era irmã, sem religião nem cor
Era criança, na areia da praia
Era saudade, na linha do horizonte
Era ausente, de significado e órfã de razão
Era algo perdido, no meio do nada
Era ausente, de significado e órfã de razão
Era algo perdido, no meio do nada
Era mais uma, na multidão de iguais
nada mais
*****
2015-30-10
nn(in)metamorphosis
Subscrever:
Mensagens (Atom)


