NÃO!

NÃO!

07/05/2015

Da cegueira



Que sei eu?
Que sabes tu?
Que sabemos nós?

Da voz que estende a mão pedindo pão
do olhar que grita suplicando atenção
da cabeça baixa em desolação
desses humanos farrapos da civilização

Que sei eu?
Que sabes tu?
Que sabemos nós?

Dos vultos ocultos pela noite que esconde
a dor das lágrimas silenciosas
o desespero das mãos vazias
o abraço que guarda o nada
o uivo dum estômago vazio

Que sei eu?
Que sabes tu?
Que sabemos nós?

Para além do que o olhar nos permite
na azáfama, na correria do que dizemos ser vida
da vida desses anónimos
que hoje nos são antónimos
e amanhã  ser-nos sinónimos

Que sei eu?
Que sabes tu?
Que sabemos nós?

*****

2015-05-07
nn(in)metamorphosisd

05/05/2015

Ademonia


Mordem-me as palavras que calo
Curva-me a humildade que não tenho, na dor que me mostra incapaz
Vergasta-me a raiva que aprisiono num lago já sem água



 *****
2015-05-05
nn(in)metamorphosis 


22/04/2015

Posso pedir um disco?

Quem se lembra da célebre frase  «Posso pedir um disco?»,  e das muitas situações mirabolantes. 
Programas de discos pedidos, por cá, já eram, mas além oceano continuam a fazer furor.
Para quem não sabe o que era, e para quem quer (re)lembrar e dar umas gargalhadas, encontra nesse link uma selecção bem disposta.


Clica aí             Allô é da rádio?



2015-04-22
nn(in)metamorphosis