NÃO!

NÃO!

16/07/2014

Olha!


vem comigo fotografar as partículas de tempo que moram entre os risos, vem comigo visitar memórias e dizer muitas parvoices, vem comigo deitar na relva e contar as estrelas... Olha! Vem comigo fazer tudo, pode ser?


*****
 2014.07.16
nn(in)metamorphosis

15/06/2014

Da lazeira





Depois de um dia quente, em que nada bulia, nem eu, uma noite quente, que convida a fazer 100m sofá, ou um estatelar-se na cadeira da varanda. Se o primeiro, tem como prémio, uma passagem pelas brasas, a segunda permite, a esta hora, um tempinho de introspecção, ou tão só, cerrar os olhos e ver com os ouvidos. Foi o que fiz, e em segundos, já ouvia o cantar das cigarras. Onde moro, ainda se ouvem algumas, que incapazes de resistir ao betão, se mudaram de armas e bagagens para os jardins das vivendas. Elas e os primos, os grilos, nestas noites quentes, aproveitam para socializar, e gente como eu, tem um concerto afinadíssimo e ao vivo. Como é bom ouvir e sentir tudo isto, o calor, o sossego, a natureza, esta sensação de férias, e a certeza, de que é preciso tão pouco, para termos momentos de felicidade completa.


*****
  2014-06-15
nn(in)metamorphosis


10/06/2014

Do olhar...







Gosto da linguagem falada, mas a linguagem dos olhos... É um mundo à parte.

Nela, não há erros de redacção, de gramática, ou de ortografia. Na linguagem dos olhos, são impossíveis erros de interpretação, cada olhar é uma frase perfeita, transparente, directa à alma, ao corpo, ao coração - sem nenhuma contradição.

Gosto da linguagem dos olhos... E com certeza, não foi ainda inventada uma ponte mais perfeita...


*****
  2014.06.09 
nn(in)metamorphosis