NÃO!

NÃO!

31/12/2013

Queda e ascensão




Dentro de algumas horas, encerro mais um livro, feito de 365 dias de uma vida… a minha vida.

Dentro de algumas horas, darei início a um novo livro, por ora, de alva pureza, que macularei, 
de verde esperança
à última badalada do ano que sucumbe, à primeira do novo ano que germina
num prefácio
de alegres amarelos, de tristes cinzas, de saudáveis azuis, de cumplicidades laranjas, de desejos rubros

No coração, transporto dos anos velhos, todos os que passaram pela minha vida, e a preencheram, e fizeram a diferença. Ficaram tatuados na minha alma, nomes, carinho e amizade. No pensamento, conservo cada momento bonito, cada sorriso e também algumas lágrimas…
Sei:
que cada novo ano, traz no compasso do seu tempo, muitas mudanças
que virão muitos dias de Outono e outros tantos de Verão
que haverá o renascer com a Primavera, e uma nova despedida com a chegada do Inverno
que cada amanhecer terá uma nova esperança, e cada noite os seus sonhos
que cada dia terá a sua história… algumas bonitas, outras nem tanto.

Historias que farão de mim aquilo que sempre fui… simplesmente eu!!!

Que o novo ano seja
de muitas horas de alegria
de sonhos em cada minuto
de magia nos seus segundos
de dias repletos de saúde, carinho, amizade e muuuuuuiito amor
de noites que tenham a magia de fazer sonhar

Um feliz ano novo para todos nós



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       2013.12.31
nn (in)metamorphosis



30/12/2013

Pai


A tua falta continua permanente e, é contigo que ainda falo, se estou feliz, se estou triste.



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      30-12-2013
nn(in)metamorphosis



Manuscrito



Hoje estava na EDP e sem que o pudesse evitar, ouvi a conversa entre duas jovens, que falavam sobre sms e cartas escritas em papel, pelo próprio punho, como diz a minha mãe, dizia uma, a outra com cara de espanto respondeu, cartas escritas? Em papel? Que seca num achas?  O que se escreve nessa cena? Ao que a primeira responde, a minha mãe tem paletes delas de 2 e 3 páginas escritas dum lado e doutro, que o meu pai lhe escreveu. Coisas de kotas rematou. Chamaram o meu número, e lá fui eu tratar do que me havia levado, a ir ali.

Já fora do edifício e enquanto caminhava debaixo de uma chuva miudinha, ia lembrando a conversa das jovens, e senti uma vontade imensa, de te escrever uma carta, pelo próprio punho, uma pequena cartinha, em papel perfumado, que começasse assim:



“meu amor”



E contar-te-ia como tinha sido o meu dia
o que almocei o que fiz pela tarde
que música me fez parar
que imagem me fez recordar algo especial de nós
as saudades que sinto de ti
são tantas que
enquanto me jorram palavras
sinto-te perto, sinto-me
isto é amor
eu acho que é amor… e tu o que achas?
depois acabaria assim

um beijo da tua
noname

*****
 2013.12.30
nn(in)metamorphosis