Hoje estava na EDP e sem que o pudesse evitar, ouvi a conversa entre duas jovens, que falavam sobre sms e cartas escritas em papel, pelo próprio punho, como diz a minha mãe, dizia uma, a outra com cara de espanto respondeu, cartas escritas? Em papel? Que seca num achas? O que se escreve nessa cena? Ao que a primeira responde, a minha mãe tem paletes delas de 2 e 3 páginas escritas dum lado e doutro, que o meu pai lhe escreveu. Coisas de kotas rematou. Chamaram o meu número, e lá fui eu tratar do que me havia levado, a ir ali.
Já fora do edifício e enquanto caminhava debaixo de uma chuva miudinha, ia lembrando a conversa das jovens, e senti uma vontade imensa, de te escrever uma carta, pelo próprio punho, uma pequena cartinha, em papel perfumado, que começasse assim:
“meu amor”
E contar-te-ia como tinha sido o meu dia
o que almocei o que fiz pela tarde
que música me fez parar
que imagem me fez recordar algo especial de nós
as saudades que sinto de ti
são tantas que
enquanto me jorram palavras
sinto-te perto, sinto-me
isto é amor
eu acho que é amor… e tu o que achas?
depois acabaria assim
um beijo da tua
noname
o que almocei o que fiz pela tarde
que música me fez parar
que imagem me fez recordar algo especial de nós
as saudades que sinto de ti
são tantas que
enquanto me jorram palavras
sinto-te perto, sinto-me
isto é amor
eu acho que é amor… e tu o que achas?
depois acabaria assim
um beijo da tua
noname
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2013.12.30
nn(in)metamorphosis

