NÃO!

NÃO!

22/04/2010

Serenamente, serena...



Enfim… serena.
Enfim…ciente de tudo estar feito.
Enfim… posso seguir, iniciando novo capítulo.
Pragmática sim, com uma enorme necessidade de clareza.
Lido mal com assuntos mal resolvidos, tudo o que se torna dúbio, me deixa insegura, pouco à vontade, e este facto torna-se muitas vezes, arma usada contra mim.
Não sou isenta de defeitos mas, existem alguns que não tenho mesmo, e se postos em dúvida, criam-me instabilidade, um quase estado doentio, e faço o que preciso for, para aclarar as aguas. Os “nins” deixam-me inquieta e torna-se urgente, arrumar o desarrumado, o corrigir o engano, o desfazer de dúvidas.
A oportunidade surgiu, quando já não a esperava, e agarrei-a com as duas mãos, a chance que tanto tinha pedido, que tanto tinha esperado estava aí… Olhando de frente, agora, olhos nos olhos, eu repeti, o já dito outras vezes, NÃO FUI EU!!!
Feito isso, fechei o capítulo, independente do resultado. Deixou de ter importância, se acreditam ou não. Em consciência eu estou em paz, aliás, eu sempre estive em paz, todavia, agora sigo... serena de novo.


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 2010.04.21
nn(in)metamorphosis


Quando nestas coisas do virtual, alguém faz algo condenável, e a pessoa atingida, pensa e afirma ter sido quem não foi.

16/02/2010

Meu doce pecado...



Perco-me em sonhos
Se lembro teu corpo
Se sinto o teu beijo
Se penso… desejo…
E és fogo nas minhas veias, sedução…
Meu doce pecado
Ontem... Hoje e Amanhã ...


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nn(in)metamorphosis
2010.02.16


17/01/2010

Ausência de pensamento...




E enquanto o leve vento passa
a evasão de mim...
acontece
na ausência de pensamento...
torno-me etérea
e por escassos segundos, deixo de ser matéria 
e faço  parte do universo
em pleno...

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nn(in)metamorphosis
2010.01.17


11/01/2010

Na corda bamba


Na corda bamba da vida mais um ano passou como nuvem que se esfuma. É o inicio de outro que se constrói sobre sonhos e promessas. Neste palco onde nos articulamos, desfilamos sentimentos, repetimos gestos, trocamos frases, vimos rostos e... o que fica? Quem fica?...


Quem ficou, mesmo não estando presente, caminha a meu lado... será um sorriso, uma palavra, um gesto, será para sempre em mim a memória do que foi!
Aos que passaram, aos que ficaram, obrigado por serem como são.
Alguem que ficou diz:
Como é triste quando só se permanece memória!...
Onde a afeição que resiste, borboleta?!...
Tu voas... eu choro.
A esse alguém eu respondo:
No coração, mas só fica quem quer ficar
Muitas pessoas passam, apenas passam... mas nem por isso deixou de ter importância a sua passagem, as suas palavras, gestos e atitudes, de algum modo elas terão contribuído para o meu crescimento.
Deixo livres, todos os que gosto e amo
se se vão, voltam ou ficam, talvez seja porque eu tenha merecido.
Eu voo, eu sorrio, mesmo que por vezes chorando
O Criador saberá o que faz
eu apenas agradeço, por cada dia vivido
por cada luta vencida
e até por cada vez que sou vencida, se com isso cresço.


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 2010.01.11
nn-(in)-metamorphosis



10/01/2010

A vida por nós pintada...

Mais um ano que finda e outro que se inicia.
Aproveitei a noite, a insónia, para mais uma, das muitas, conversas comigo mesma. Daquelas, onde não nos mentimos, não nos engamos, e nesse espirito fui pensando no que foi a minha vida no ano agora acabado, como a tinha pintado?
Não sendo pintora, todos acabamos por sê-lo, pois pintamos a cada segunto a tela que é a nossa vida, eu, teimosamente, insisto em pinta-la de rosa, talvez rosa demais…
Pintei castelos, damas e cavalheiros, gestos, carinhos, delicadeza, musica de fundo, paixão e volúpia, versos, lareiras e vinhos… prosas e poesias… Pintei tudo o que uma mulher romântica, como eu, deseja, sente, sonha…
Peguei na minha tela e deixei-a por instantes ao relento, para que o tempo pintasse um pouco de mudança,
E a chuva veio…
e pingou, molhou, manchou e tornou o rosa... menos rosa… Ao seu corpo, agora molhado, a chuva tinha tirado um pouco do romantismo inato, tão entranhado em mim… Talvez agora viesse ao de cima a razão inquieta…
E a razão veio…
chegando victoriosa e trazendo um meio sorriso trocista, e como eu entendia esse sorriso…
Desse modo apoderou-se da tela, agora manchada e pegou no pincel distribuindo pinceladas por aqui e por ali mas… sem técnica, sem emoção sem inspiração… as cores não se misturavam… a razão tentou… tentou mas em vão.
Peguei-lhe na mão gelada e juntando o pouco romantismo deixado pela chuva, deixei que viessem a sensibilidade, a inspiração, a emoção, a paixão o amor e que em unissono respirassem e a aquecessem…
Fui guiando cada pincelada...
e a razão foi aprendendo, por vezes guiada… em outras guiando...
surgiu assim uma parceria e juntas estamos a pintar uma nova tela, mais um ano de vida, querida com equilibrio, onde a razão e a sensibilidade andem sempre de mãos dadas…
Nesta parceria...
não se perde, não se ganha
Aprende-se…
A domar a emoçao, a ouvir a razão…
mas sem nunca, perder de vista o romantismo...

venha o 2010
tenho o cavalete junto à janela
a paleta está cheia de novas cores
estou pronta…


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 2010.01.10
nn-(in)-metamorphosis