15/06/2014

Da lazeira





Depois de um dia quente, em que nada bulia, nem eu, uma noite quente, que convida a fazer 100m sofá, ou um estatelar-se na cadeira da varanda. Se o primeiro, tem como prémio, uma passagem pelas brasas, a segunda permite, a esta hora, um tempinho de introspecção, ou tão só, cerrar os olhos e ver com os ouvidos. Foi o que fiz, e em segundos, já ouvia o cantar das cigarras. Onde moro, ainda se ouvem algumas, que incapazes de resistir ao betão, se mudaram de armas e bagagens para os jardins das vivendas. Elas e os primos, os grilos, nestas noites quentes, aproveitam para socializar, e gente como eu, tem um concerto afinadíssimo e ao vivo. Como é bom ouvir e sentir tudo isto, o calor, o sossego, a natureza, esta sensação de férias, e a certeza, de que é preciso tão pouco, para termos momentos de felicidade completa.


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         2014.06.15
 nn(in)metamorphosis



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