28/02/2013

O Som do silêncio




É no som do silêncio, que me encontro e reencontro, me vejo e revejo no que sou e no quero ser, que me perco em delícias sonhadas, me detenho e espero….

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        2013.02.28
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09/02/2013

Cantigas ao desafio XXIII



Elogio da dor

My restless soul cries out for a silent peace


Dor antiga que me recordas
O que gostaria de esquecer
Não fosse a memória perene
E minha vontade de viver
Derrubaria esta vida
Que, sendo minha, não me quer ser
Dor que me trazes memórias
Que o esquecimento não vence
Peço pela morte a desoras
Rogo-lhe a paz que não me pertence
Passa a nuvem, vai-se o tempo
Só me fica o desalento
Desta dor que asfixia
Do desgosto que me guia
E num copo de vidro sem fim
Perco a razão, esqueço-me de mim 

                   2012.02.04 vc
(Cópia integral e devidamente autorizado)

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Dor sem gosto

Pior que a dor que não se esquece
E que por isso tem gosto de ressaca
É a dor que não tem gosto
A que é eutanásia da aurora
A que é aborto da saudade
A que é estaca funda no peito
A que sufoca o grito

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 2012.02.05
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06/02/2013

Quando os sons são tons de vida





Hoje, enquanto me passeava pelos CD´s, este veio ter-me à mão. Quanto tempo passou desde que ouvi pela primeira vez estes acordes, à altura em vinil e, eu, uma jovem, tão longe do ponto geográfico de onde me encontro agora. Olho-o… e à memória vem a lembrança exacta de onde o ouvi pela primeira vez. Abro a caixa e calmamente coloco-o no DVD, uns instantes e… os acordes da guitarra enchem o espaço, recordam-me emoções que há muito não se cruzavam comigo, nas escadas da vida que tentamos subir para nos levar a um lugar melhor. Ainda que de modo inconsciente, por vezes, acho que vivo de peter pan… custa ver que o tempo passou, que já muitas folhas caíram em Outonos chuvosos, entardeceres húmidos e manhãs frias em que custa deixar o calor da cama que tantas vezes abrigou as lágrimas da saudade, por algo que foi violentamente interrompido, ficando a eterna fantasia do que poderia ter sido, do que não chegou a ser. Samba pa ti, um marco indelével na vida de uma vida (a minha) no período em que somos felizes e não sabemos.

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        2012.02.06
nn(in)metamorphosis



04/02/2013

Cada um terá a sua


Na profunda calma da noite... na quietude imensa do tempo... uma só palavra rasga a madrugada, prendo-a... se a liberto incendeia pastagens, dá sinal que estou viva enquanto meu sangue suba e desça no meu louco fôlego.

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          2012.02.04
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