29/10/2009

Porque acredito…


Deitei tarde, muito tarde…
procurei o que não consegui encontrar.
Dormi sobre o assunto e tentei, num último esforço, ajuda para encontrar o que procurei, foi-me negada.
Poderia e estaria em condições de dizer, fecho este trecho da minha vida (menos bom), ciente que estou, de ter tentado por todos os meios fazer-me acreditar, quando digo “não sou eu”

Mas, não fecho…

… primeiro,
porque não foi um trecho menos bom, (embora sempre sujeito a interrogações e más interpretações do que eu falava ou escrevia) foi um período muito emriquecedor, que não vou, nem quero esquecer, porque faz parte da minha experiência de vida, que é o que faz de mim o que sou.
… segundo,
Porque acredito que em algum momento alguma coisa, algum erro, algum deslize, faça vir a verdade à tona.
… terceiro,
Porque acredito que a pessoa em questão, (se o que deu a conhecer foi verdade) se confrontada com a verdade, me virá pedir desculpa, mesmo que nada mais faça, além disso.
Saio, encosto a porta, ainda triste mas, já com outra perspectiva outra visão, pois a consciência permite-me continuar a dormir, pouco, mas bem.


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nn(in)metamorphosis
2009.10.29




28/10/2009

Carta aberta, a alguém que nos chama de “amigo”





Estou triste...
numa tristeza tão grande, que não sei sequer, se tenho o poder, ou sabedoria de a poder quantificar.
Se perdemos um familiar, um amigo, porque morreu…
nós choramos a perda, guarda-mo-lo no cantinho da saudade e recorda-mo-lo em momentos felizes.
Mas se alguém nos mata, mesmo nós continuando vivos, porque, por falta de tempo, de interesse, ou tudo junto, não nos conhece, ou não quis conhecer e nos remete a “mau carácter, dissimulado, trapaceiro”  o que chorar? o que fazer?


Eu terei sido a escolha mais fácil, a que menos prejuízo te traria, talvez…


Não te choro,
chora-me tu a mim, porque me matas por ignorância, por inércia.
Não te choro,
chora-me tu a mim, porque estás a perder alguém que te respeita pelo que és.
Não te choro,
chora-me tu a mim, enquanto espero que surja a verdade,
e nessa altura… olha para trás e faz valer o motivo porque te respeito…

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nn(in)metamorphosis
2009.10.28

21/10/2009

3 Palavras...




3 palavras apenas  (iniciadas por “TSS” )


Na calma, aparente, de mais uma manhã, igual às demais manhãs, um toque de mensagem ecoa e por breves minutos, deixa em suspenso, uma vivência preenchida de muitas ausências de mim - três palavras lidas num sms onde mais constavam mas… essas… plenas de intenção, tão parcas de emoção, originaram descarga eléctrica, curto-circuito, e de repente vieram à mente… momentos vividos no descobrir, no aprender, no deixar-se ir e simplesmente sentir…passados? Presentes? Sonhados? Que importa? Se .. de espanto, de espasmo, de encanto... de sonho.
Como 3 simples palavras podem ter tamanha força...? Não quero lembrar...
porque a cada lembrança, meu ser se agita e grita… reclama e clama … e não sei como o acalmar…


Bom seria não acordar

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nn(in)metamorphosis
2010.10.21



15/10/2009

Mãos cheias de nada



Na procura do esquecido,
mas sem ter o que lembrar,
com mãos cheias de nada
pensamento cheio de tudo
passos dados, agora sem onde
cabe olhar, sorrir, caminhar
Na procura do esquecido,
mas sem ter o que lembrar,
meio a medo,
descobrir
que sempre lá esteve,
escondido
com vergonha de se mostrar…
e se descoberto um tantinho
cabe pois, aprofundar
com mãos cheias de carinho
pensamento cheio de vontades
e desejo no olhar…


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nn(in)metamorphosis
2009.10.15







12/10/2009

Enfim... de novo juntos



Cumpri a promessa feita há 19 anos, a de vos reunir na única que vos separou... a morte. Embora vos tenha perdido aos 2, em apenas um ano, só hoje o pude fazer.


Tal como diz a lápide, ninguém jamais separa o que o amor uniu.


Estão agora, de novo, juntos…
Um beijo saudoso e do tamanho do mundo desta vossa filha




Esta noite sonhei contigo




Esta noite sonhei contigo
Nunca te vi o rosto, apenas a tua mão segurando a minha mas, sabia que eras tu... e sabes, os momentos sonhados não eram tão velhos assim, mas a minha imagem era a de criança ainda de rabo de cavalo bem louro.
Andamos pela nossa cidade e tu levaste-me ao Majestic e eu vi os meus olhos brilharem de contentamento diante daquela torrada bem lourinha com muita manteiga como eu gostava…gosto? Já nem sei…
Tanta coisa se passou na minha vida, tantas e algumas tão más e tu não estavas cá, e eu precisava tanto do teu colo.
Perdi-te, e na hora da despedida , pediram-me para dizer alguma coisa… dizer o quê? que não escolhemos os nossos pais, mas se pudéssemos, era a ti que eu tinha escolhido.
Não te disse adeus e há quem diga que o devia ter feito, mas adeus é para quem morre, e tu Pai estás bem vivo no meu peito.
14.03.2009
10h35, saio da gare de camionagem na Batalha, paro… e um sol lindo acompanhado por uma aragem fresca abate-se sobre mim, como que a dizer.. bem vinda a casa.
As lágrimas rasam-me os olhos… que saudade… nem eu, tinha noção do seu tamanho.
E fui andando, olhando tudo como se fosse a primeira vez …. Pessoas que passam, fixam-me como se perguntando, chora e sorri!!!???
Fui ao Majestic, tomar café contigo pai… e houve um momento em que senti que, se esticasse o braço te tocava.
Da emoção não falo, porque não sei descrevê-la por palavras.
Saí e deambulei por aquelas ruas, está tão diferente pai, nem parece a nossa cidade… falta-lhe o teu e o meu riso, que dizem ser tão iguais, falta a mão que me dava segurança e me fazia sentir dona do mundo. Caminho e apenas sorrio, porque saudade não ri, somente sorri por entre lágrimas…
Até breve… eu vou voltar mais vezes


*****
2009.02.25


Se saudade matasse…


Acho que hoje não estou bem
Tem algo que me aperta o peito
E aquela alegria superficial se vai devagarinho
Como as nuvens no céu
Eu poderia quebrar o espaço de tempo
Que há entre eu e tu
Mas já não acredito em magia


ah!... mas se saudade matasse...
o meu mundo desabaria por falta de ti


Sinto que hoje não é o meu dia
Sinto que estes anos não foram bons dias
Acho que se eu pulasse
Com todas as minhas forças
Eu poderia chegar até ti, num só segundo
E um piscar de olhos seria lento demais
Para acompanhar as batidas do meu peito
Ao voltar a ver-te


ah!... mas se saudade matasse...
o meu mundo desabaria por falta de ti


Porque, se saudade matasse…
África… eu já teria morrido

*****
2008.11.12
nn (in) metamorphosis




11/10/2009

Mais uma noite…

Mais uma noite, de olhar fixo no pensamento
Viajo ao imaginário…
Perco-me no tempo e nas memórias…
Ouço os passos que não dei…


Desperto com o estalar do fogo,
fogo que só tu sabes atear
E esse calor, invade o meu corpo,
E aumenta em mim
uma chama difícil de conter ou dominar


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nn(in)metamorphosis
2009.07.12





Jogos de sedução


Joga comigo um faz de conta,

Põe-lhe um quê de proibido
Mexe com a essência,
com a libido
E como fica excitante
Esse encontro escondido

Um simples toque de mão
Faz o coração bater forte
Faz explodir um vulcão
E já não há quem suporte

Mistura de medo e paixão
Um não que é um sim,
um nim, mas nunca um não
Um só hoje, nunca mais
Mas… arrependimento jamais

São jogos de sedução
Num explode coração
De palavras obscenas e entrecortadas
E desde logo perdoadas

Que temperam a vida
Que lhe dão sabor
E num faz de conta
Dão sentido ao amor

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nn(in)metamorphosis
2009.06.22






09/10/2009

Interrompe-se a solidão



nterrompe-se a solidão
Quando em ti, encontro o meu espaço num abraço
No teu sorriso um abrigo
Quando tempo e espaço deixam de ter sentido
E em ti encontro um amigo
Interrompe-se a solidão
Se meu corpo encontra o teu
E no teu beijo me deparo com o meu desejo
Se no teu fogo fico sem fôlego
E o teu carinho espelha o meu


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nn(in)metamorphosis
2009.09.30








08/10/2009

Sou uma borboleta Azul


Sou uma borboleta azul
do lado de dentro da tua janela
vejo o sol… vejo uma flor
Mas não posso ir até ela
Tens-me nas tuas mãos, mas não te doas a mim
encanta-te com o meu voar,
encanta-te com o meu bailado, que amar não é pecado
a vida não é martírio, posso levar-te ao delírio,
ser borboleta do teu jardim
Que queres que faça, que vou fazer…
serei eu a voar ou irei morrer…
deixa-me voar, não vou embora, eu vou ficar
presa em tuas mãos meu destino é morte
pensa na sorte… que deixarás escapar
Pois eu só desejava, te amar

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nn(in)metamorphosis
209.09.10



07/10/2009

Ausência de mim




Ausência de mim…

Hoje, se pudesse… caminharia na praia
e ao som do marulhar tentaria me encontrar

Ai…esta ausência de mim

Hoje, se pudesse… olharia o horizonte
e o sol eu veria no outro lado do mar
aqui, o céu está cinzento
e tal como eu
o sol esqueceu de se levantar

Ai… esta ausência de mim

Hoje, se pudesse… deixaria as minhas pegadas
na areia branca, da praia sem fim,
olharia o infinito cinzento… triste
como as minhas lembranças nesta ausência de mim


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nn(in)metamorphosis
2009.09.11




06/10/2009

Insana Insónia

Insana, esta insónia que me atormenta…

dá asas ao pensamento , adensa a imaginação,
e num segundo depois, já não sou um, somos dois

Insana, esta insónia que meus sonhos acalenta

faz-se de cama no chão, urgente, gemido, tesão
faz-se de cama de seda, de champanhe e de paixão

Insana, esta insónia que me alucina

sou plebeia, rainha, mulher madura, menina
apeada, coroada, fatal, felina

Insana, esta insónia que me entorpece

Faz-me esquecer sofrimentos, muitos ais, muitos lamentos
Faz-me lembrar alegrias, muitos sonhos, fantasias…

Mas de ti jamais esquece...

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nn(in)metamorphosis
2009.09.09

















Não sei


Não sei…

Não sei, dos outros nada sei... e há muito que só falo por mim e mesmo assim, tantas vezes de modo contraditório, algo perdida numa procura constante de me conhecer.
Virgiana de signo, se é que isso quer dizer alguma coisa ou tem a força que dizem ter. Realista, pé no chão, pragmática, mas... tem horas, a cabeça num mundo irreal, feito à medida, que ninguém entende, mas onde permaneço, horas, noite adentro, escondida, como se fora a minha casa na árvore.
Não tenho facilidade, em falar por palavras faladas, o que por vezes sinto, e de tanto querer explicar, complico.
Também não sei escrever, deixo apenas que, pensamentos (sonhos, anseios, medos e vontades) se tornem palavra escrita, para eu mesma ler e me tentar entender.

Tem dias… que me sinto presa, acorrentada, num mundo que não entendo nem me entende.
Tem dias… que me apetece ganhar asas e ter coragem de voar mas, tem outros, em que me aninho nesse tão doce verbo amar.
Tem ainda outros, em que um vazio me assola, como se algo faltasse, e não, não é material, é querer, é toque, é um sorriso, um olhar.

Um amigo deixou esta afirmação/pergunta
“Escrever muito, dizem, que é derivante de um padecimento de angústia e de debilidade em viver; Ou será um modo de evitar paixões, ou antes sacia-las.”
Tudo junto, acho eu… agora que leio, por outro escrito, o que poderei ser por definição, alguém que padecendo de angústia e debilidade de viver, evita e sacia paixões no seu modo
de escrever.

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nn(in)metamorphosis
2009.09.01


05/10/2009

Por vezes…


Por vezes, sinto-me perdida nestas encruzilhadas que a vida me propõe…
Por vezes trilho o caminho errado, para me aperceber se ainda me é dada oportunidade de trilhar o caminho certo…
Nestas caminhadas aprendi que há coisas que simplesmente não estão destinadas a acontecer, enquanto outras são simplesmente inevitáveis, independentemente da vontade de querer ou não evitá-las…
Se a vida me magoa, caminho à chuva e deixo que as minhas lágrimas se misturem, ou sento-me ao sol e deixo que ele as evapore…
de um jeito ou de outro, levanto-me e sigo em frente, mesmo que por vezes, leve apenas uma pequenina e ténue esperança, que no meu trilhar de caminhos certos e errados chegue ao fim, de pé, sendo sempre EU
Esta sou eu… com certezas, sonhos e contradições…
Estas são as minhas palavras, umas vezes entendidas, outras deturpadas…


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nn(in)metamorphosis
2009.08.25



Soubera eu escrever



Soubera eu escrever….

Soubera eu escrever, e conseguiria descrever o que sinto, quando sinto,
a tua mão no meu rosto…
Soubera eu escrever e dizer-te-ia em palavras, poucas,
que em cada toque teu, meu corpo renasce num rio de caudal absurdo, e
me pede e me exige que me entregue que me afogue…
Ah, mas soubera eu escrever e contava-te dos meus desejos.
na forma de abraços e beijos e muitas carícias…
Mas, não sei escrever
então gravo em pensamento os suspiros os gemidos ao pensar-te, e nesta vontade de ter-te
Soubera eu escrever e dir-te-ia, o muito que tenho a dizer…


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nn(in)metamorphosis
2009.08.23


Em terra árida

Em terra árida
Encontrei prazeres profanos
Silenciei sentimentos
Mostrei meu corpo em êxtase
Em terra árida
Senti tão só a minha entrega
Meu corpo suado pelo delírio
Entregue somente pelo desejo
pelo momento e pelo prazer
Em terra árida
Não vi teus olhos na escuridão
Contudo tive-te sem te ter

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2009.08.14
nn-(in)-metamorphosis

04/10/2009

Há dias assim…


Há dias assim…


Silenciosamente dirijo-me á porta
Um segundo de hesitação e saio
Tomo um caminho sem rumo ou direcção
Como hoje o dia pesa…raio!


Há dias em que era bom poder desligar
Dias em que me sinto tão triste e sozinha…
Ando e medito, atravesso a rua sem mesmo olhar
Uma buzina, um grito, tas doida ou ceguinha


Balbucio um desculpe, ia distraída
Sigo caminho, e devo fazê-lo com ar tão ausente
Pois respondo a um boa tarde e ouço o murmúrio,
Respondeu… mas, nem viu a gente


Entregue à minha solidão e dor,
Eu, novamente, sigo o… itinerário?
Por vezes temo estar ausente o amor.
No meio de tanta gente, o meu “eu” solitário,


Onde a simplicidade do amor irmão?
Onde a magia dum campo de trevo de antanho?
Hoje por todo o lado, há tanto estranho
Que sou na multidão só solidão


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nn(in)metamorphosis
2009.06.25



É assim que eu te quero



Quero o sentir do toque dos teus lábios na minha orelha, na minha boca e esse jeito indecoroso de cheirar o meu pescoço, quando chegas com saudade
Quero o som de uma musica lenta e romântica que nos faça dançar, uma dança lenta e cadenciada que nos desperta os sentidos…
Quero acariciar a tua pele, sentir o perfume que vem de ti quando nos amamos
Quero sentir o arrepio que dá quando falas no meu ouvido, bem baixinho… apeteces-me
Quero ficar abraçada na penumbra, e sentir o gozo crescente que é… deixar que as nossas mãos nos explorem, nos toquem…
Quero afagar-te por inteiro e ao mesmo tempo apenas um pedacinho
Quero o teu beijo arredio que se vai transformando num beijo quente e intenso
Quero que o arrepio lento, vá substituindo a calma pelo desejo
Quero-te numa entrega total, feita de carinhos suaves e paixão desmedida
Quero-te depois na carícia terna de um olhar, um beijo calmo e quente, no descanso de um abraço dentro de uma banheira…
È assim que eu te quero…

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nn(in)metamorphosis
2009.06.15



Descobri em mim...




Descobri em mim,
um ser em constante conhecimento de si proprio...
Construo a minha identidade,
nos trilhos da vida e nas linhas dos meus escritos
E neles encontrei o meu sul e o meu norte
Descobri em mim, um outro lado...
o lado lunar...



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nn(in)metamorphosis
 2009 OUT 19










03/10/2009

Para mim


Alguem d´outras páginas,
tão virtuais quanto estas
que me prendeu pela escrita
que eu aprendi a estimar
que não a conhecendo real
lhe nutro real amizade
fez-me saber
desta maneira
que a reciproca é verdadeira

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Para ti
Com todo carinho que eu possa ter,
por tudo de bom que tu representas para mim,
pelos nossos risos,
pela nossa amizade,
por eu te gostar tanto...
Estas flores são para não esqueceres
de uma pessoa que nunca
se esquece de ti,
mesmo longe,
mesmo que não te fale sempre,
mesmo sem te conhecer o bastante.
Que estas flores,
possam traduzir o meu carinho
e a minha admiração por ti!
Adoro-te  noname

2009.05.02
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Pelos serões de brincadeira
sem rumo… de maluqueira
também de sério falar
quantas vezes lagrimita no olhar
minha querida amiga
vamos continuar...

Porque é urgente "palavra"
porque é urgente "brincar"
falar a verdade,
sem medo e pensar...
que a idade avança
mas há sempre lugar...
p'ra soltar a criança,
p'ra rir e saltar

Obrigada a TU por seres Mi(a)miga


Ontem bateram-me à porta…


Ontem, bateram-me à porta que fechara.

- Quem é? Perguntei…

- Sou Eu!

Vinha numa redoma branca com umas nuances azuis e douradas e um laço bem apertado. Olhei-a amedrontada… enchi-me de coragem e com algum esforço, puxei-me por uma ponta, estiquei-me pela outra e de repente, fiquei ali... parada enfrente de mim... desembrulhada!

Os meus olhos abertos de espanto, renderam-se expectantes por um tempo indeterminado, até darmos connosco a chorar, e a rir de emoção por nos lembrarmos de nós mas, principalmente, por nos reconhecermos.

Que saudades…! Que saudades!!!

Ontem, bateram-me à porta que abri. Era eu...


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nn(in)metamorphosis
2009.04.06


02/10/2009

Projectos versus Vida


PROJECTOS versus VIDA


A vida somos nós e as circunstâncias, não me venham pois dizer, que a vida é o que fazemos dela, se assim fosse não haveriam vidas sofridas, com fome, com falta de trabalho, e mesmo sem cor… todos nós seriamos felizes, qualquer que fosse o nosso entendimento de felicidade.

Imensas coisas acontecem, para as quais não contribuímos nem um pouco, mas não deixam de acontecer e alteram toda uma vida ou boa parte dela. Os nossos ideais, os nossos sonhos até a nossa maneira de pensar podem ser alterados. E nem estou a dizer que a alteração seja sempre má, pode não ser, muitas vezes faz-nos crescer como ser humano mas, também, pode ser castrante ao ponto de nos esquecermos de nós, de tal modo que passamos a viver segundo essa mudança, mudança que não desejamos, não pedimos, mas está aí, e à que arranjar maneira de continuar a “viver”, mesmo que nos sintamos invadidos por uma visita indesejável, que por mais vontade que tenhamos, não podemos mandar embora.
Quase ouço as tuas palavras, sim as tuas, tu que me lês, “claro que não é assim, a vida fazemos e decidimos nós, se eu não quero isto, se não estou feliz, só tenho que mudar” (também já falei assim, de peito feito e dona da verdade, a verdade sentida e pronunciada pela idade em que o mundo é pequeno demais para albergar a nossa energia, a nossa determinação) Mas diz-me, num caso de falta saúde de alguém que amas, (um amor especial, visceral para o qual não existe divórcio) pediste que acontecesse? Não… claro que não mas, está aí e deu volta à tua vida, faz-te sofrer, e de um modo lento mas também concludente substitui a alegria, o sonho, o projecto de vida, por uma guerra. Uma guerra de várias lutas que tens que lutar, não tens escolha e como não tens escolha, nem dás conta que ano após ano a vida foi passando por ti e tu não a viveste, tu foste apenas sobrevivendo e desejando, tão só, ganhar essa guerra, porque se a ganhares todo o resto terá valido a pena, mas… e se a vida de repente decidir que não quer lutar mais, sim, ela não quer lutar mais… atirou-te para a guerra e agora abandona-te no mato sem cachorro, sem chão, e então dás-te conta que abriste mão de tudo e que agora, todas as pequenas vitórias, que eram a tua força para continuar, em segundos, se traduzem em nada… se de repente, te vez com uma luta que tens de continuar a travar mas, não tens com quem lutar? Perdeste…e nem foi por inércia, foi porque a vida assim decidiu.
Perguntarás agora, e depois?
Depois… vais ao fundo, olhas á volta e sentes-te, o mais só dos seres humanos. Se tiveres sorte, um dia vais encontrar-te a falar sozinha/o em voz alta, olhando um espelho e a perguntar, onde estás? Que foi feito de ti? E se continuares a ter sorte, vais encontrar força para correr atrás do que ainda pensas poder restar, o amor o carinho de quem amas e que tal como tu se esvaiu na guerra, e se tiveres muita sorte e os anos e a guerra vos tiver juntado na luta e não vos tiver afastado de vós, então, mesmo com a guerra perdida tu vais ainda poder traçar um novo projecto de vida, onde o futuro se traduz, em ser feliz aqui e agora… porque o fim já lá vem…
Mas se os anos e a guerra vos juntou na luta mas, vos fez esquecer de vós, bem… não sei que diga a não ser o que penso e sinto, é uma dor imensa, que se acalma com a necessidade absoluta de se sentir viva, querida, mesmo que por segundos… descobri isso há muito pouco tempo, depois de 19 anos de lutas e ainda, após 6 anos de tentativas vãs, para encontrar o perdido lá atrás... e digo perdido, não encontrado morto... prevalecendo a esperança de ainda encontrar.


*****
2009.03.04
nn-(in)-metamorphosis