31/12/2009

Tenho dias...


Tenho dias coloridos e dias com ausência de cor.


Tenho dias… cinzentos, de chuva e tristeza,
Tenho dias… de sol, de alegria e riso, de música e muito amor.
Tenho dias… em que me sinto linda, outros uma quase nada.
Tenho dias… em que voo e outros em que olho o céu e pareço ter perdido as asas do sonho.
Tenho dias… em que sou poema, apaixonada, plena e outros em que sou estrófe desenquadrada.
Tenho dias.. de duração infinita e outros que passam mesmo sem os ver.
Tenho altos e baixos. Tenho excessos e carências. Tenho desejos… e às vezes nem sei o que tenho.
Tenho amor para dar, que não sei , se não o sabem receber, ou se, não o sei entregar
E tenho…. Momentos felizes que gostaria de eternizar

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 2009.12.31
nn(in)metamorphosis

18/12/2009

Coisas vulgares não trazem saudade


Há dias que marcam a alma
A vida e a história do nosso viver
E aquele em que te conheci
Nunca eu irei esquecer

A rua que me levava até ti
já eu percorrera
E a ansiedade e o medo
Há instantes nascera

O sol inundava-me o rosto
O coração batia
Tão descompassado

Emoções que dão vida
Às lembranças que trago

Que me fazem sofrer
Que me fazem sorrir
Num travo, tão doce e amargo

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nn(in)metamorphosis
2009.12.18


02/12/2009

Teimosamente


A vida teimosamente
me mantém viva
Até quando morro aos pouquinhos
me mantém lúcida
e em sintonia com o tempo.

Estou de pé
Decidida para o horizonte
seguir

Que o sol nasça e se ponha
e que nem os mosquitos
me roubem o silêncio

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 2009.12.02
nn(in)metamorphosis




18/11/2009

Momentos


“A vida é feita de momentos, alguns são apagados, levados pelas ondas da vida, outros ficam, perduram na nossa memória e fazem de nós o que somos, olhares, vivências, recordações e saudade!”

A vida é feita de momentos, momentos que registo em papelinhos escritos e cada dia que passa, lhes dou mais e mais valor.

Para os guardar tenho duas caixas, uma grande e por vezes curta, a que chamo “memória” e uma outra, mais pequena mas não menos importante, a que chamo “coração”.

Na maior, eu guardo as decepções, as quedas que fui dando pela vida fora, os olhares e as palavras vãs…sui generis esta caixa, por mais maus momentos que lá guarde, nunca os encontro todos, quando o seria preciso, de compartimentos vários, e diversos modos de arquivo, alguns papelinhos estão quase imperceptiveis, de outros, algumas palavras e até mesmo frases inteiras estão apagadas, levadas pelas ondas da vida, a que vou chamar “esquecimento”… mas,

porque se desvanecem?

mesmo sendo maus, e por serem maus, esses momentos, deviam manter-se vivos e legíveis, para nos deixar em alerta, mas não, uma e outra vez o “esquecimento” permite que venha mais um desses momentos que ninguem pede, deixando no inicio muita amagura, muita revolta, e ao fim de algum tempo uma melancolia, ou mesmo uma aceitação apaziguada, que lembrada… faz reviver o momento, faz cair uma lagrima.

Outros papelinhos ficam, com escrita indelével e perduram no meu coração e fazem de mim o que sou...
E juntos, fazem o que eu chamo de momentos de felicidade, porque felicidade em si e num todo, não acredito que haja…

olhares, palavras, vivências, recordações e saudade!

guardo-os na pequena caixa, que abro, olho, mexo e remexo sempre que preciso encontrar o meu sorriso, para continuar o meu caminho, a minha vida…

tenho-a neste momento aberta
qual escancarada janela
preciso levantar-me, erguer acabeça e andar
preciso do meu sorriso, nela encontrar


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nn(in)metamorphosis
 2009.11.05

17/11/2009

O resto? o resto o tempo fará...






Tenho andado um bocadinho, tristonha, apática, quase letárgica, fico assim, sempre que a vida me maltrata… vida? Não!... Não é a vida, são mesmo as pessoas… mas, nada de preocupante, é temporário, tem sido sempre assim e desta vez não será diferente, eu volto a levantar-me.

Para que consigamos, ser timoneiros de nossas próprias vidas, é necessário ir fazendo pequenas paragens, para arrumarmos a embarcação. Primeiro, desfazermo-nos do que nos é nefasto, depois… do que não nos faz falta nem contribui para que a viagem seja agradável, arrumar no lugar certo, o que mesmo não sendo preciso, a toda a hora, sabemos estar lá (é de importância vital sabermos isso) e por fim, dar lugar de destaque, ao que nos é absolutamente imprescindível, para continuarmos a ser viajantes, neste barquinho, que somos cada um de nós, neste mar imenso que são as relações humanas no seu todo.

Está a chegar o momento, já o sinto, de olhar uma última vez para os acontecimentos, e já consciente após a paulada, escrevê-los num papel e colocá-los na caixa grande.

O resto? o resto o tempo fará...

Tempo… o tempo tem culpa de muita coisa, e aqui, também é culpado, está cinzento, e acinzenta-me… preciso de algum tempinho, para ir buscar a fatiota amarela de sol e com ela vestir o espírito. Assim que a encontre, encontrarei também vontade e força, agora que levantada estou, para erguer a cabeça e seguir mar adentro, nesta minha viagem.

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nn(in)metamorphosis
 2009.11.03


01/11/2009

Ironia...


Ironia
é sermos ausência... na nossa presença

é ouvirem-nos, mas... não nos escutarem

é olharem-nos, mas... não nos verem

é o crescer da raiva... no ser em agonia

no mundo do parecer...
é urgente... atitudes ter

mais que prosa, mais que poesia

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nn(in)metamorphosis
2009.10.30


29/10/2009

Porque acredito…


Deitei tarde, muito tarde…
procurei o que não consegui encontrar.
Dormi sobre o assunto e tentei, num último esforço, ajuda para encontrar o que procurei, foi-me negada.
Poderia e estaria em condições de dizer, fecho este trecho da minha vida (menos bom), ciente que estou, de ter tentado por todos os meios fazer-me acreditar, quando digo “não sou eu”

Mas, não fecho…

… primeiro,
porque não foi um trecho menos bom, (embora sempre sujeito a interrogações e más interpretações do que eu falava ou escrevia) foi um período muito emriquecedor, que não vou, nem quero esquecer, porque faz parte da minha experiência de vida, que é o que faz de mim o que sou.
… segundo,
Porque acredito que em algum momento alguma coisa, algum erro, algum deslize, faça vir a verdade à tona.
… terceiro,
Porque acredito que a pessoa em questão, (se o que deu a conhecer foi verdade) se confrontada com a verdade, me virá pedir desculpa, mesmo que nada mais faça, além disso.
Saio, encosto a porta, ainda triste mas, já com outra perspectiva outra visão, pois a consciência permite-me continuar a dormir, pouco, mas bem.


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nn(in)metamorphosis
2009.10.29




28/10/2009

Carta aberta, a alguém que nos chama de “amigo”





Estou triste...
numa tristeza tão grande, que não sei sequer, se tenho o poder, ou sabedoria de a poder quantificar.
Se perdemos um familiar, um amigo, porque morreu…
nós choramos a perda, guarda-mo-lo no cantinho da saudade e recorda-mo-lo em momentos felizes.
Mas se alguém nos mata, mesmo nós continuando vivos, porque, por falta de tempo, de interesse, ou tudo junto, não nos conhece, ou não quis conhecer e nos remete a “mau carácter, dissimulado, trapaceiro”  o que chorar? o que fazer?


Eu terei sido a escolha mais fácil, a que menos prejuízo te traria, talvez…


Não te choro,
chora-me tu a mim, porque me matas por ignorância, por inércia.
Não te choro,
chora-me tu a mim, porque estás a perder alguém que te respeita pelo que és.
Não te choro,
chora-me tu a mim, enquanto espero que surja a verdade,
e nessa altura… olha para trás e faz valer o motivo porque te respeito…

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nn(in)metamorphosis
2009.10.28

21/10/2009

3 Palavras...




3 palavras apenas  (iniciadas por “TSS” )


Na calma, aparente, de mais uma manhã, igual às demais manhãs, um toque de mensagem ecoa e por breves minutos, deixa em suspenso, uma vivência preenchida de muitas ausências de mim - três palavras lidas num sms onde mais constavam mas… essas… plenas de intenção, tão parcas de emoção, originaram descarga eléctrica, curto-circuito, e de repente vieram à mente… momentos vividos no descobrir, no aprender, no deixar-se ir e simplesmente sentir…passados? Presentes? Sonhados? Que importa? Se .. de espanto, de espasmo, de encanto... de sonho.
Como 3 simples palavras podem ter tamanha força...? Não quero lembrar...
porque a cada lembrança, meu ser se agita e grita… reclama e clama … e não sei como o acalmar…


Bom seria não acordar

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nn(in)metamorphosis
2010.10.21



15/10/2009

Mãos cheias de nada



Na procura do esquecido,
mas sem ter o que lembrar,
com mãos cheias de nada
pensamento cheio de tudo
passos dados, agora sem onde
cabe olhar, sorrir, caminhar
Na procura do esquecido,
mas sem ter o que lembrar,
meio a medo,
descobrir
que sempre lá esteve,
escondido
com vergonha de se mostrar…
e se descoberto um tantinho
cabe pois, aprofundar
com mãos cheias de carinho
pensamento cheio de vontades
e desejo no olhar…


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nn(in)metamorphosis
2009.10.15







12/10/2009

Enfim... de novo juntos



Cumpri a promessa feita há 19 anos, a de vos reunir na única que vos separou... a morte. Embora vos tenha perdido aos 2, em apenas um ano, só hoje o pude fazer.


Tal como diz a lápide, ninguém jamais separa o que o amor uniu.


Estão agora, de novo, juntos…
Um beijo saudoso e do tamanho do mundo desta vossa filha




Esta noite sonhei contigo




Esta noite sonhei contigo
Nunca te vi o rosto, apenas a tua mão segurando a minha mas, sabia que eras tu... e sabes, os momentos sonhados não eram tão velhos assim, mas a minha imagem era a de criança ainda de rabo de cavalo bem louro.
Andamos pela nossa cidade e tu levaste-me ao Majestic e eu vi os meus olhos brilharem de contentamento diante daquela torrada bem lourinha com muita manteiga como eu gostava…gosto? Já nem sei…
Tanta coisa se passou na minha vida, tantas e algumas tão más e tu não estavas cá, e eu precisava tanto do teu colo.
Perdi-te, e na hora da despedida , pediram-me para dizer alguma coisa… dizer o quê? que não escolhemos os nossos pais, mas se pudéssemos, era a ti que eu tinha escolhido.
Não te disse adeus e há quem diga que o devia ter feito, mas adeus é para quem morre, e tu Pai estás bem vivo no meu peito.
14.03.2009
10h35, saio da gare de camionagem na Batalha, paro… e um sol lindo acompanhado por uma aragem fresca abate-se sobre mim, como que a dizer.. bem vinda a casa.
As lágrimas rasam-me os olhos… que saudade… nem eu, tinha noção do seu tamanho.
E fui andando, olhando tudo como se fosse a primeira vez …. Pessoas que passam, fixam-me como se perguntando, chora e sorri!!!???
Fui ao Majestic, tomar café contigo pai… e houve um momento em que senti que, se esticasse o braço te tocava.
Da emoção não falo, porque não sei descrevê-la por palavras.
Saí e deambulei por aquelas ruas, está tão diferente pai, nem parece a nossa cidade… falta-lhe o teu e o meu riso, que dizem ser tão iguais, falta a mão que me dava segurança e me fazia sentir dona do mundo. Caminho e apenas sorrio, porque saudade não ri, somente sorri por entre lágrimas…
Até breve… eu vou voltar mais vezes


*****
2009.02.25


Se saudade matasse…


Acho que hoje não estou bem
Tem algo que me aperta o peito
E aquela alegria superficial se vai devagarinho
Como as nuvens no céu
Eu poderia quebrar o espaço de tempo
Que há entre eu e tu
Mas já não acredito em magia


ah!... mas se saudade matasse...
o meu mundo desabaria por falta de ti


Sinto que hoje não é o meu dia
Sinto que estes anos não foram bons dias
Acho que se eu pulasse
Com todas as minhas forças
Eu poderia chegar até ti, num só segundo
E um piscar de olhos seria lento demais
Para acompanhar as batidas do meu peito
Ao voltar a ver-te


ah!... mas se saudade matasse...
o meu mundo desabaria por falta de ti


Porque, se saudade matasse…
África… eu já teria morrido

*****
2008.11.12
nn (in) metamorphosis




11/10/2009

Mais uma noite…

Mais uma noite, de olhar fixo no pensamento
Viajo ao imaginário…
Perco-me no tempo e nas memórias…
Ouço os passos que não dei…


Desperto com o estalar do fogo,
fogo que só tu sabes atear
E esse calor, invade o meu corpo,
E aumenta em mim
uma chama difícil de conter ou dominar


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nn(in)metamorphosis
2009.07.12





Jogos de sedução


Joga comigo um faz de conta,

Põe-lhe um quê de proibido
Mexe com a essência,
com a libido
E como fica excitante
Esse encontro escondido

Um simples toque de mão
Faz o coração bater forte
Faz explodir um vulcão
E já não há quem suporte

Mistura de medo e paixão
Um não que é um sim,
um nim, mas nunca um não
Um só hoje, nunca mais
Mas… arrependimento jamais

São jogos de sedução
Num explode coração
De palavras obscenas e entrecortadas
E desde logo perdoadas

Que temperam a vida
Que lhe dão sabor
E num faz de conta
Dão sentido ao amor

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nn(in)metamorphosis
2009.06.22






09/10/2009

Interrompe-se a solidão



nterrompe-se a solidão
Quando em ti, encontro o meu espaço num abraço
No teu sorriso um abrigo
Quando tempo e espaço deixam de ter sentido
E em ti encontro um amigo
Interrompe-se a solidão
Se meu corpo encontra o teu
E no teu beijo me deparo com o meu desejo
Se no teu fogo fico sem fôlego
E o teu carinho espelha o meu


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nn(in)metamorphosis
2009.09.30








08/10/2009

Sou uma borboleta Azul


Sou uma borboleta azul
do lado de dentro da tua janela
vejo o sol… vejo uma flor
Mas não posso ir até ela
Tens-me nas tuas mãos, mas não te doas a mim
encanta-te com o meu voar,
encanta-te com o meu bailado, que amar não é pecado
a vida não é martírio, posso levar-te ao delírio,
ser borboleta do teu jardim
Que queres que faça, que vou fazer…
serei eu a voar ou irei morrer…
deixa-me voar, não vou embora, eu vou ficar
presa em tuas mãos meu destino é morte
pensa na sorte… que deixarás escapar
Pois eu só desejava, te amar

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nn(in)metamorphosis
209.09.10



07/10/2009

Ausência de mim




Ausência de mim…

Hoje, se pudesse… caminharia na praia
e ao som do marulhar tentaria me encontrar

Ai…esta ausência de mim

Hoje, se pudesse… olharia o horizonte
e o sol eu veria no outro lado do mar
aqui, o céu está cinzento
e tal como eu
o sol esqueceu de se levantar

Ai… esta ausência de mim

Hoje, se pudesse… deixaria as minhas pegadas
na areia branca, da praia sem fim,
olharia o infinito cinzento… triste
como as minhas lembranças nesta ausência de mim


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nn(in)metamorphosis
2009.09.11




06/10/2009

Insana Insónia

Insana, esta insónia que me atormenta…

dá asas ao pensamento , adensa a imaginação,
e num segundo depois, já não sou um, somos dois

Insana, esta insónia que meus sonhos acalenta

faz-se de cama no chão, urgente, gemido, tesão
faz-se de cama de seda, de champanhe e de paixão

Insana, esta insónia que me alucina

sou plebeia, rainha, mulher madura, menina
apeada, coroada, fatal, felina

Insana, esta insónia que me entorpece

Faz-me esquecer sofrimentos, muitos ais, muitos lamentos
Faz-me lembrar alegrias, muitos sonhos, fantasias…

Mas de ti jamais esquece...

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nn(in)metamorphosis
2009.09.09

















Não sei


Não sei…

Não sei, dos outros nada sei... e há muito que só falo por mim e mesmo assim, tantas vezes de modo contraditório, algo perdida numa procura constante de me conhecer.
Virgiana de signo, se é que isso quer dizer alguma coisa ou tem a força que dizem ter. Realista, pé no chão, pragmática, mas... tem horas, a cabeça num mundo irreal, feito à medida, que ninguém entende, mas onde permaneço, horas, noite adentro, escondida, como se fora a minha casa na árvore.
Não tenho facilidade, em falar por palavras faladas, o que por vezes sinto, e de tanto querer explicar, complico.
Também não sei escrever, deixo apenas que, pensamentos (sonhos, anseios, medos e vontades) se tornem palavra escrita, para eu mesma ler e me tentar entender.

Tem dias… que me sinto presa, acorrentada, num mundo que não entendo nem me entende.
Tem dias… que me apetece ganhar asas e ter coragem de voar mas, tem outros, em que me aninho nesse tão doce verbo amar.
Tem ainda outros, em que um vazio me assola, como se algo faltasse, e não, não é material, é querer, é toque, é um sorriso, um olhar.

Um amigo deixou esta afirmação/pergunta
“Escrever muito, dizem, que é derivante de um padecimento de angústia e de debilidade em viver; Ou será um modo de evitar paixões, ou antes sacia-las.”
Tudo junto, acho eu… agora que leio, por outro escrito, o que poderei ser por definição, alguém que padecendo de angústia e debilidade de viver, evita e sacia paixões no seu modo
de escrever.

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nn(in)metamorphosis
2009.09.01


05/10/2009

Por vezes…


Por vezes, sinto-me perdida nestas encruzilhadas que a vida me propõe…
Por vezes trilho o caminho errado, para me aperceber se ainda me é dada oportunidade de trilhar o caminho certo…
Nestas caminhadas aprendi que há coisas que simplesmente não estão destinadas a acontecer, enquanto outras são simplesmente inevitáveis, independentemente da vontade de querer ou não evitá-las…
Se a vida me magoa, caminho à chuva e deixo que as minhas lágrimas se misturem, ou sento-me ao sol e deixo que ele as evapore…
de um jeito ou de outro, levanto-me e sigo em frente, mesmo que por vezes, leve apenas uma pequenina e ténue esperança, que no meu trilhar de caminhos certos e errados chegue ao fim, de pé, sendo sempre EU
Esta sou eu… com certezas, sonhos e contradições…
Estas são as minhas palavras, umas vezes entendidas, outras deturpadas…


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nn(in)metamorphosis
2009.08.25



Soubera eu escrever



Soubera eu escrever….

Soubera eu escrever, e conseguiria descrever o que sinto, quando sinto,
a tua mão no meu rosto…
Soubera eu escrever e dizer-te-ia em palavras, poucas,
que em cada toque teu, meu corpo renasce num rio de caudal absurdo, e
me pede e me exige que me entregue que me afogue…
Ah, mas soubera eu escrever e contava-te dos meus desejos.
na forma de abraços e beijos e muitas carícias…
Mas, não sei escrever
então gravo em pensamento os suspiros os gemidos ao pensar-te, e nesta vontade de ter-te
Soubera eu escrever e dir-te-ia, o muito que tenho a dizer…


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nn(in)metamorphosis
2009.08.23


Em terra árida

Em terra árida
Encontrei prazeres profanos
Silenciei sentimentos
Mostrei meu corpo em êxtase
Em terra árida
Senti tão só a minha entrega
Meu corpo suado pelo delírio
Entregue somente pelo desejo
pelo momento e pelo prazer
Em terra árida
Não vi teus olhos na escuridão
Contudo tive-te sem te ter

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2009.08.14
nn-(in)-metamorphosis

04/10/2009

Há dias assim…


Há dias assim…


Silenciosamente dirijo-me á porta
Um segundo de hesitação e saio
Tomo um caminho sem rumo ou direcção
Como hoje o dia pesa…raio!


Há dias em que era bom poder desligar
Dias em que me sinto tão triste e sozinha…
Ando e medito, atravesso a rua sem mesmo olhar
Uma buzina, um grito, tas doida ou ceguinha


Balbucio um desculpe, ia distraída
Sigo caminho, e devo fazê-lo com ar tão ausente
Pois respondo a um boa tarde e ouço o murmúrio,
Respondeu… mas, nem viu a gente


Entregue à minha solidão e dor,
Eu, novamente, sigo o… itinerário?
Por vezes temo estar ausente o amor.
No meio de tanta gente, o meu “eu” solitário,


Onde a simplicidade do amor irmão?
Onde a magia dum campo de trevo de antanho?
Hoje por todo o lado, há tanto estranho
Que sou na multidão só solidão


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nn(in)metamorphosis
2009.06.25



É assim que eu te quero



Quero o sentir do toque dos teus lábios na minha orelha, na minha boca e esse jeito indecoroso de cheirar o meu pescoço, quando chegas com saudade
Quero o som de uma musica lenta e romântica que nos faça dançar, uma dança lenta e cadenciada que nos desperta os sentidos…
Quero acariciar a tua pele, sentir o perfume que vem de ti quando nos amamos
Quero sentir o arrepio que dá quando falas no meu ouvido, bem baixinho… apeteces-me
Quero ficar abraçada na penumbra, e sentir o gozo crescente que é… deixar que as nossas mãos nos explorem, nos toquem…
Quero afagar-te por inteiro e ao mesmo tempo apenas um pedacinho
Quero o teu beijo arredio que se vai transformando num beijo quente e intenso
Quero que o arrepio lento, vá substituindo a calma pelo desejo
Quero-te numa entrega total, feita de carinhos suaves e paixão desmedida
Quero-te depois na carícia terna de um olhar, um beijo calmo e quente, no descanso de um abraço dentro de uma banheira…
È assim que eu te quero…

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nn(in)metamorphosis
2009.06.15



Descobri em mim...




Descobri em mim,
um ser em constante conhecimento de si proprio...
Construo a minha identidade,
nos trilhos da vida e nas linhas dos meus escritos
E neles encontrei o meu sul e o meu norte
Descobri em mim, um outro lado...
o lado lunar...



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nn(in)metamorphosis
 2009 OUT 19